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EUA 'consideram' oferecer incentivos ao Irã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo americano está "considerando" oferecer incentivos ao Irã para que o país abra mão da capacidade de produzir armas nucleares, informou um porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan. McClellan disse que o presidente George W. Bush está analisando "idéias" discutidas com líderes da Europa em seu giro pelo continente na semana passada. Durante a viagem, Bush ouviu pedidos do presidente da França, Jacques Chirac, e do primeiro-ministro alemão, Gerhard Schroeder, para apoiar o diálogo da União Européia com o Irã. Os correspondentes da BBC dizem que a adesão à abordagem diplomática adotada pelos europeus marcaria uma mudança significativa na política de Washington para o Irã. Até agora, os Estados Unidos vêm mantendo uma postura mais dura, acusando o governo iraniano de usar o seu programa de geração de energia nuclear para camuflar um suposto plano de desenvolver armas nucleares. Após negociações com a União Européia, Teerã, que insiste que o seu programa nuclear tem fins pacíficos, concordou em suspender o processo de enriquecimento de urânio – que pode ser usado tanto em usinas de energia nuclear como em armas atômicas. A França, a Grã-Bretanha e a Alemanha estão agora tentando convencer o Irã a tonar a suspensão definitiva, em troca de benefícios comerciais e tecnológicos. Um dos possíveis incentivos seria um convite para o Irã entrar na Organização Mundial do Comércio (OMC). Ainda nesta segunda-feira, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El Baradei, cobrou uma maior cooperação do Irã nas inspeções da agência. Baradei disse que as inspeções estão "avançando", mas que a AIEA não estava certa de que tinha visto todas as instalações nucleares do país. |
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