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Atualizado às: 14 de fevereiro, 2005 - 14h33 GMT (12h33 Brasília)
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Líder xiita cotado para premiê pede 'união' no Iraque
Peças com imagens de Sistani são vendidas em Bagdá
Candidatos têm três dias para contestar resultado
O ministro interino das Finanças do Iraque e um dos favoritos para o posto de primeiro-ministro, Adel Abdul-Mahdi, pediu "união nacional" durante a construção de um novo Estado.

"O Iraque está sangrando e precisamos que todo mundo a essa altura trabalhe por solidariedade e unidade", disse ele à TV Al-Arabiya.

A afirmação foi feita depois da divulgação do resultado oficial das eleições, que deu 48% dos votos para a Aliança Unida Iraquiana - dominada pelos xiitas e da qual Mahdi faz parte.

Mahdi acrescentou que a Aliança - que tem o apoio do principal líder religioso xiita do Iraque, o aiatolá Ali Sistani - está "em busca de uma harmonia nacional" ao escolher as pessoas que ocuparão os cargos-chave do governo.

Escolhas

Os líderes políticos xiitas da Aliança Iraquiana Unida dizem que querem escolher o novo primeiro-ministro.

Mas, como não têm a maioria de dois terços necessára para aprovar qualquer medida na assembléia constituinte, eles terão de buscar alianças.

Com 26% dos votos, a Aliança Curda seria uma potencial parceira de coalizão e quer fazer seu líder Jalal Talabani presidente.

O terceiro grupo com mais votos foi o liderado pelo primeiro-ministro do governo provisório, Ayad Allawi, que obteve 14% dos votos.

Os resultados ainda são "provisórios", pois os partidos têm três dias de prazo para apresentar recursos.

Segundo o correspondente da BBC Jon Leyne, o maior desafio dos novos governantes será manter os sunitas engajados no processo político.

Os candidatos sunitas conseguiram poucas cadeiras no novo parlamento devido a boicote e intimidação nas eleições.

Repercussão

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha saudaram os resultados das eleições no Iraque.

O presidente americano, George W. Bush, disse que "os Estados Unidos e os parceiros da coalizão (que invadiu o Iraque) deveriam se sentir orgulhosos por terem tornado possível esse grande dia".

O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, disse que o Iraque deu mais um passo importante em direção a um futuro democrático.

A Turquia, porém, foi crítica e disse que as eleições não tiveram representação justa de todos os grupos étnicos.

A Jordânia disse que o próximo passo tem de ser a consideração de todos os partidos e sua representação no governo.

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