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Líder xiita cotado para premiê pede 'união' no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro interino das Finanças do Iraque e um dos favoritos para o posto de primeiro-ministro, Adel Abdul-Mahdi, pediu "união nacional" durante a construção de um novo Estado. "O Iraque está sangrando e precisamos que todo mundo a essa altura trabalhe por solidariedade e unidade", disse ele à TV Al-Arabiya. A afirmação foi feita depois da divulgação do resultado oficial das eleições, que deu 48% dos votos para a Aliança Unida Iraquiana - dominada pelos xiitas e da qual Mahdi faz parte. Mahdi acrescentou que a Aliança - que tem o apoio do principal líder religioso xiita do Iraque, o aiatolá Ali Sistani - está "em busca de uma harmonia nacional" ao escolher as pessoas que ocuparão os cargos-chave do governo. Escolhas Os líderes políticos xiitas da Aliança Iraquiana Unida dizem que querem escolher o novo primeiro-ministro. Mas, como não têm a maioria de dois terços necessára para aprovar qualquer medida na assembléia constituinte, eles terão de buscar alianças. Com 26% dos votos, a Aliança Curda seria uma potencial parceira de coalizão e quer fazer seu líder Jalal Talabani presidente. O terceiro grupo com mais votos foi o liderado pelo primeiro-ministro do governo provisório, Ayad Allawi, que obteve 14% dos votos. Os resultados ainda são "provisórios", pois os partidos têm três dias de prazo para apresentar recursos. Segundo o correspondente da BBC Jon Leyne, o maior desafio dos novos governantes será manter os sunitas engajados no processo político. Os candidatos sunitas conseguiram poucas cadeiras no novo parlamento devido a boicote e intimidação nas eleições. Repercussão Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha saudaram os resultados das eleições no Iraque. O presidente americano, George W. Bush, disse que "os Estados Unidos e os parceiros da coalizão (que invadiu o Iraque) deveriam se sentir orgulhosos por terem tornado possível esse grande dia". O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, disse que o Iraque deu mais um passo importante em direção a um futuro democrático. A Turquia, porém, foi crítica e disse que as eleições não tiveram representação justa de todos os grupos étnicos. A Jordânia disse que o próximo passo tem de ser a consideração de todos os partidos e sua representação no governo. |
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