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Condoleezza Rice diz que o Irã 'sabe o que precisa fazer' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse não ver necessidade dos Estados Unidos se envolverem nos esforços europeus para persuadir o Irã a desistir de seu programa nuclear. A declaração foi feita antes de sua chegada a Londres, onde ela inicia, nesta sexta-feira, um giro pela Europa e Oriente Médio. Autoridades européias pediram reiteradamente ao governo americano cooperação mais intensa na área diplomática ao lidar com o caso iraniano, mas Rice disse que o governo do Irã sabe o que precisa fazer. "Não é a falta de envolvimento de ninguém o que está impedindo os iranianos de saberem o que precisam fazer", disse ela. "Eles precisam cumprir suas obrigações, eles precisam concordar com inspeções, eles precisam parar de tentar esconder atividades sob o manto de uso civil de energia nuclear." O Irã insiste que seu programa nuclear tem objetivos puramente pacíficos, mas os Estados Unidos dizem que o governo iraniano quer desenvolver armas nucleares. Urânio Em novembro passado, o governo do Irã prometeu a França, Alemanha e Grã-Bretanha que evitaria enriquecimento de urânio e reprocessamento de plutônio enquanto as conversações estivessem em andamento. Mas o governo americano quer que os europeus assumam uma postura mais dura ao tentar fazer com que o Irã desista totalmente de seu programa. Rice também criticou o desempenho do Irã em questões de direitos humanos. "O comportamento do regime iraniano em relação aos direitos humanos e seu comportamento para com sua própria população é algo a ser detestado", disse ela. "Eu acho que ninguém acredita que mulás não-eleitos que conduzem aquele regime são uma coisa boa para o povo iraniano e para a região", acrescentou a secretária de Estado americana. Visita Rice se reúne nesta sexta-feira com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. A parte européia da viagem de Rice é vista como uma oportunidade para os Estados Unidos melhorarem suas relações com alguns países europeus que se opuseram à guerra contra o Iraque - especialmente Alemanha e França. |
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