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China faz funeral de Zhao e críticas ao ex-líder comunista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da China fez uma declaração sobre o ex-secretario-geral do Partido Comunista Chinês Zhao Ziyang pela primeira vez desde que ele morreu, há quase duas semanas. Segundo a TV estatal chinesa, Zhao, cuja cerimônia de cremação foi realizada neste domingo, cometeu "sérios erros", no que qualificou de "turbulência política" de 1989. Zhao foi afastado do posto de secretário-geral do Partido Comunista em 1989, após ter se oposto às medidas violentas para acabar com os protestos liderados por estudantes na Praça Tiananmen (da Paz Celestial). Ele passou os últimos 15 anos de sua vida sob prisão domiciliar. Cremação A cremação de Zhao foi realizado no Cemitério Revolucionário Babaoshan, onde estão enterrados heróis nacionais chineses. Mas a cerimônia foi discreta se comparada com funerais de outros ex-lideres comunistas chineses. Dissidentes políticos e autoridades do governo que se identificavam com os ideais de Zhao foram impedidos de sair de suas casas para ir ao funeral. A polícia também exerceu rígido controle no local, conferindo cédulas de identidade dos presentes e vetando a entrada de quem não constasse da lista oficial de convidados. Mesmo com a repressão policial, alguns manifestantes se aproximaram do local da cremação carregando faixas com dizeres como: "O espírito de Zhao viverá para sempre, declare guerra à corrupção". À despeito das críticas, no obituário oficial de Zhao Ziyang foi reconhecida a contribuição do ex-líder na implantação de reformas econômicas no país. |
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