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ONU diz só ter um terço da ajuda após tsunami | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um porta-voz da ONU (Organização das Nações Unidas) disse à BBC que a organização recebeu apenas um terço do dinheiro prometido às vítimas do maremoto que atigiu a Ásia há exatamente um mês. De um apelo feito pela ONU por US$ 977 milhões para as operações emergenciais, foram prometidos US$ 775 milhões. Desse dinheiro, apenas US$ 245 milhões "estão no banco", segundo Brian Grogan, da Coordenação para Assuntos Humanitários das Nações Unidas (Ocha, em inglês). Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, a organização não-governamental Oxfam alertou que as agências de ajuda na Ásia não estão fazendo o seu trabalho corretamente. Exatamente um mês depois da catástrofe, a Oxfam elogiou a resposta internacional, mas afirmou que há problemas com a qualidade da ajuda que está sendo prestada. Mais de 280 mil pessoas podem ter morrido devido ao tsunami, e milhares foram afetadas pela tragédia. Qualidade No relatório, a Oxfam apontou as dificuldades que ainda existem na coordenação de ajuda, dizendo que algumas agências de ajuda inexperientes estão trabalhando em áreas afetadas sem as habilidades e competências necessárias. A ONG criticou, especificamente, a maneira com que algumas casas foram reconstruídas no Sri Lanka, afirmando que elas estão muito juntas, o que poderia levar a problemas sanitários. No documento, intitulado "Aprendendo as lições do tsunami: um mês depois", a Oxfam diz que os governos das regiões atingidas devem confiar nas agências internacionais e assegurar que o trabalho dado a essas agências seja compatível com a experiência de cada uma. "A quantia de dinheiro arrecadada significa que os governos e as agências precisam se preocupar com a qualidade, e não apenas a quantidade de ajuda", afirmou Barbara Stocking, diretora da Oxfam na Grã-Bretanha, à agência de notícias France Presse. Stocking também disse que as vítimas do tsunami "não conseguirão escapar da pobreza" a não ser que problemas como as dívidas dos países em desenvolvimento e o comércio sejam tratados com atenção. Já a Cruz Vermelha disse que está desacelerando seu apelo de ajuda por já ter arrecadado fundos suficientes para os seus esforços de ajuda. Mais de 70 escritórios da Cruz Vermelha no mundo todo estão envolvidos na campanha. |
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