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EUA transferem quatro britânicos de Guantánamo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os últimos quatro prisioneiros britânicos mantidos pelos Estados Unidos na base militar de Guantánamo, em Cuba, foram transferidos à Grã-Bretanha nesta terça-feira. Eles estavam detidos sem julgamento por quase três anos, após terem sido capturados no Afeganistão, acusados de possuir ligações com a rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden. Moazzam Begg, Martin Mubanga, Richard Belmar e Feroz Abbasi voaram em um avião da Força Aérea britânica e pousaram em uma base militar a oeste de Londres. Ao desembarcar, foram levados para uma delegacia de polícia no centro da capital. Interrogatório Um porta-voz da Scotlad Yard (a polícia britânica) disse que eles foram presos de acordo com uma lei antiterrorismo de 2000, que prevê a detenção de pessoas envolvidas no planejamento de atos considerados terroristas pelas autoridades britânicas. Os acusados serão submetidos a exames médicos e depois devem ser interrogados. Os ex-detentos de Guantánamo terão direito a um telefonema, acesso a um advogado e, "devido às circunstâncias", segundo um porta-voz da polícia, poderão receber a visita de um familiar. O Pentágono disse ter decidido libertá-los após um pedido do governo britânico, principal aliado de Washington nas ofensivas militares no Afeganistão e no Iraque. Outros cinco prisioneiros britânicos de Guantánamo foram transferidos no ano passado e soltos depois de um breve interrogatório na Grã-Bretanha. Líderes da comunidade muçulmana britânica afirmam que o governo indicou que libertará os quatro acusados, a menos que eles admitam ter cometido crimes. |
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