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Grupos palestinos negam ter aceitado cessar-fogo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Militantes palestinos negaram a informação, passada por Israel, de que teriam concordado com um cessar-fogo. O ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, tinha dito a uma rádio de Israel que o Hamas e o Jihad Islâmico concordaram em suspender seus ataques contra seu país por um mês, durante negociações na Faixa de Gaza. Mofaz disse que, em troca, os dois grupos receberam a promessa de desempenhar um papel na Autoridade Palestina. Mas o porta-voz do Hamas, Abu Zuhri, afirmou que um cessar-fogo iria requerer de Israel um compromisso para "encerrar agressões". Primeiros passos O ministro disse que Israel estava disposto a suspender as operações contra militantes palestinos apenas se eles não realizassem mais ataques. "Se eles ficarem quietos, não há razão para nós agirmos, certamente não enquanto Abu Mazen (Abbas) estiver dando os primeiros passos", disse Mofaz. Mas o correspondente da BBC em Jerusalém Jon Leyne disse que Mofaz não assumiu o compromisso claro de cessar-fogo como exigido pelos palestinos. Abbas está negociando com diversos grupos palestinos na Faixa de Gaza nos últimos dias. Não houve ataques a Israel ou a Gaza nesse período. No sábado, membros de outro grupo militante, as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, disseram que estão prontos para observar um cessar-fogo se Israel suspender suas operações. Negociações Abbas - que foi eleito no começo deste mês presidente da Autoridade Nacional Palestina - está tentando formar uma plataforma conjunta que daria a ele um mandato mais forte em futuras negociações com Israel. Grupos armados palestinos vinham pedindo que Israel parasse com as operações militares, includindo o assassinato de militantes. Israel tinha se recusado a dar esse tipo de garantia anteriormente, e não está claro se dará agora. Na sexta-feira, cerca de 3 mil policiais palestinos foram transferidos para o norte da Faixa de Gaza, numa tentativa de interromper ataques com foguetes a israelenses. Israel elogiou Abbas por sua "ação positiva" em controlar os militantes. As forças israelenses ocupam a Faixa de Gaza e a Cisjordânia - onde vivem cerca de 4 milhões de palestinos - desde 1967. |
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