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Exilados iraquianos terão mais tempo para se registrar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os cidadãos iraquianos que vivem fora do Iraque receberam mais tempo para se registrar para votar nas eleições parlamentares do país, marcadas para 30 de janeiro. Segundo a Organização Internacional de Migração (OIM), responsável pela votação em 14 países, até a última quinta-feira apenas um em cada dez iraquianos morando no exterior haviam se cadastrado, dentro de um universo de mais de 1 milhão de eleitores. O prazo para o registro, originalmente previsto para se encerrar neste domingo, foi prorrogado por mais dois dias. A OIM disse que as regras para o cadastro também foram "facilitadas" – agora, por exemplo, um passaporte iraquiano será suficiente, em vez dos dois documentos de identificação solicitados anteriormente. Na sexta-feira, o diretor do programa de registro de eleitores iraquianos expatriados, Peter Erben, disse à BBC que o baixo índice de comparecimento se deve a vários fatores, entre eles a exigência de que eles deveriam comparecer aos locais de votação duas vezes. Agora, esses eleitores poderão depositar seus votos entre os dias 28 e 30 de janeiro. Segurança Neste sábado, as autoridades do Iraque afirmaram que as eleições vão ser realizadas apesar da onda de violência, e anunciaram novas medidas de segurança. O ministro do Interior do país, Falah Al-Naqib, disse que o aeroporto de Bagdá permanecerá fechado por dois dias e que a maior parte do território iraquiano será submetida a um toque de recolher, além de movimentação restrita de carros e pedestres. Veículos não oficiais serão proibidos de viajar entre as 18 províncias iraquianas. Segundo Naqib, os dias 29, 30 e 31 serão considerados feriados. Neste período, todas as fronteiras terrestres do Iraque permanecerão fechadas e as pessoas serão proibidas de andar armadas. Naqib afirmou esperar que essas medidas garantam uma eleição pacífica. Sem garantias As declarações de Naqib ocorrem um dia depois de o primeiro-ministro interino do Iraque, Ayad Allawi, ter dito que seria impossível garantir total segurança no pleito. Numa entrevista por telefone a uma rede de TV, na sexta-feira, Allawi admitiu que os procedimentos tomados para reforçar a segurança durante a votação não seriam suficientes para impedir todos os ataques. "Não podemos dizer que não haverá nenhum ataque, porque os agressores vão tentar impedir o processo político. Apesar disso, temos a confiança de nossa segurança para dar conta dos desafios", declarou ele. |
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