|
Clube de Paris oferece moratória a países atingidos pelo tsunami | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os países credores do Clube de Paris (o fórum internacional que gerencia o valor devido aos 19 países mais ricos do mundo) anunciaram nesta quarta-feira que vão oferecer uma suspensão do pagamento das dívidas dos países afetados pelo tsunami no Oceano Índico. A decisão seguiu uma proposta do G-7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo) de que o dinheiro da dívida deveria ser usado em projetos de reconstrução nas áreas mais afetadas pela devastação. O congelamento seria imediato e incondicional, segundo o Clube de Paris. A oferta se refere apenas à dívida que os governos desses países tem com o grupo de credores. A proposta da suspensão do pagamento da dívida havia sido feita pelo governo da França. A Tailândia, porém, que teve seu litoral duramente castigado pelo maremoto, insinuou que rejeitaria a oferta de moratória, assim como a Índia. "Cada país é livre para aceitar ou não esta proposta de moratória feita pela França, idéia aceita pelos outros países-membros do G-7 e do Clube de Paris", declarou o ministro das Finanças francês, Hervé Gaymard, à Rádio França Internacional. "Alguns países, por exemplo a Tailândia, não desejam ser beneficiados por essa moratória, porque têm um nível de endividamento menor do que os outros e não querem que os seus papéis sejam desvalorizados nos mercados financeiros internacionais." Gaymard disse que a Tailândia e a Malásia "pegaram capitais no mercado internacional e têm bem menos dívidas bilaterais que a Indonésia, o Sri Lanka e as Ilhas Seichelles, que são os três países que acredito que aceitarão esta oferta". 'Insuficiente' O ministro das Finanças francês disse ainda que, ao seu ver, a moratória e a ajuda financeira para a reconstrução prometida ainda são insuficientes para lidar com os problemas no mundo em desenvolvimento. Ele lembrou que o presidente Jacques Chirac vem propondo a criação de um imposto internacional para financiar ajuda humanitária nos países mais pobres. E propôs que o tema seja discutido na próxima reunião do G-7. Gaymard afirmou que existem diversas hipóteses sobre como este imposto poderia ser obtido, como a criação de taxas no uso de aeroportos ou nos combustíveis. A proposta, segundo ele, não seria mais um imposto sobre os contribuintes dos países ricos. Seria uma taxa cobrada sobre determinadas transações financeiras. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||