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Governo diz que não haverá eleições em áreas do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Iraque, Ayad Allawi, admitiu pela primeira vez que a violência vai impedir a votação em algumas regiões do Iraque, nas próximas eleições. "Existem algumas áreas que não participarão das eleições, mas elas não são grandes", disse. Ele deu essa declaração em um dia em que pelo menos 15 pessoas foram mortas no Iraque. Pelo menos seis policiais morreram em Tikrit, outros sete iraquianos foram mortos em um ataque à beira de uma estrada ao sul de Bagdá e outros dois morreram em uma explosão em Samarra. 'Armas modernas' Mais cedo, o governo do Iraque anunciara que tinha destinado US$ 2,2 bilhões do orçamento deste ano para reforçar as forças de segurança que serão responsáveis pela manutenção da ordem no dia das eleições, 30 de janeiro. Allawi disse que esses recursos permitiriam aumentar de 100 mil para 150 mil o número de soldados iraquianos. "Precisamos equipar a polícia e o Exército com novo armamento moderno, que permitirá que eles protejam o país", acrescentou. A explosão em Tikrit – onde morreram seis policiais e 12 pessoas ficaram feridas, segundo a polícia – foi no norte da cidade, às 9h30m, horário local (3h30m em Brasília), de acordo com militares americanos. Tikrit, cidade natal de Saddam Hussein e que fica a 165km ao norte de Bagdá, é um dos centros da insurgência sunita no Iraque. Outras sete pessoas morreram em Yussifiya, a 15km ao sul de Bagdá. Segundo um relato, uma bomba na beira da estrada deixou de explodir quando passava um comboio militar americano e acabou atingindo um ônibus. Outro relato diz que atiradores abriram fogo contra o veículo. Dois iraquianos foram mortos em um ataque a uma patrulha formada por americanos e iraquianos na cidade de Samarra, cerca de 95km ao norte de Bagdá. |
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