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Atualizado às: 11 de janeiro, 2005 - 17h17 GMT (15h17 Brasília)
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Bush escolhe novo secretário da Segurança Interna
Michael Chertoff
Chertoff é criticado por grupos de defesa às liberdades civis
O presidente dos Estados Unidos George W. Bush escolheu um juíz da Corte Federal de Apelações, Michael Chertoff, para o cargo de novo secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos.

Uma correspondente da BBC em Washington afirma que Chertoff teve um papel importante, mas polêmico, na definição das estratégias do governo na "guerra ao terror".

Entre 2001 e 2003, Chertoff dirigiu a divisão criminal do Departamento da Justiça. Ele seria o responsável por algumas das iniciativas mais controversas na área de segurança desde o 11 de setembro de 2001.

Grupos de defesa às liberdades civis o acusam de limitar a liberdade de expressão e os direitos de defesa de acusados por crimes.

Senado

Bush havia inicialmente nomeado o ex-chefe de polícia de Nova York Bernard Kerik. Ele retirou a sua candidatura ao posto no mês passado temendo um escândalo, após descobertas irregularidades nos documentos de uma ex-empregada doméstica sua.

A indicação de Chertoff ainda precisa ser aprovada pelo Senado americano.

Caso isso ocorra, ele substituirá Tom Ridge, que decidiu deixar o cargo no segundo mandato presidencial, que começa neste mês.

Em sua carta de demissão, Ridge disse que deveria permanecer no cargo até o dia 1º de fevereiro de 2005, a não ser que o Senado indicasse seu sucessor antes disso.

O Departamento de Segurança Interna foi criado por Bush em 2002, após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Seu objetivo é coordenar os esforços de diversas agências governamentais para melhorar a segurança do país e prevenir futuros ataques em solo americano.

Guantánamo

Os Estados Unidos confirmaram que vão transferir os últimos quatro prisioneiros britânicos mantidos presos entre os acusados de pertencer à rede Al-Qaeda na base militar de Guantánamo, em Cuba. Um australiano também será mandado de volta à Austrália.

O Pentágono disse em um comunicado que Londres e Canberra aceitaram a responsabilidade pelos presos e que evitarão o envolvimento deles em futuras atividades "terroristas".

O chanceler britânico, Jack Straw, disse que a polícia da Grã-Bretanha determinará se os quatro presos devem ou não ser interrogados. Acrescentou, porém, que não prometeu nada a Washington.

Todos os quatro são muçulmanos e vêm sendo mantidos presos sem julgamento nem acusação por quase três anos. A família deles diz que são inocentes.

No ano passado, outros cinco detentos britânicos foram transferidos à Grã-Bretanha e libertados poucos dias depois. Agora eles buscam na Justiça reparações, afirmando terem sido vítimas de abusos em Guantánamo.

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