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Mahmoud Abbas é o favorito para suceder Arafat | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mahmoud Abbas - também conhecido como Abu Mazen - é o candidato do partido do Fatah e um dos favoritos para suceder Yasser Arafat, segundo as pesquisas. Abbas foi o primeiro a ocupar o cargo de primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em maio de 2003, mas renunciou quatro meses depois por graves divergências com Arafat, que se negou a ceder o controle dos serviços de segurança, fundamentais para manter a estabilidade palestina. Depois da morte de Arafat, Abbas foi nomeado presidente executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que foi fundada em maio de 1964 em Jerusalém com o apoio da Liga Árabe e agrupa diferentes facções palestinas. Abbas, considerado sempre o segundo no comando, recebeu o apoio da Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, um grupo extremista que possui vínculos com o Fatah. Fundador Abbas nasceu na Palestina em 1935, quando o território era um protetorado britânico. Ele é um dos poucos sobreviventes do movimento Fatah, o principal grupo dentro da OLP. Exiliado no Catar, na década de 50, Abbas ajudou a recrutar muitos palestinos para a causa. Vários destes jovens viraram mais tarde figuras importantes na organização. Abbas é um dos co-fundadores do Fatah junto a Arafat e acompanhou o líder palestino no seu exílio na Jordânia, no Líbano e na Tunísia. Ele sempre foi respeitado por sua vida organizada e simples. Polêmico Abbas é um intelectual. Estudou Direito no Egito antes de fazer doutorado em Moscou. Escreveu vários livros. Mas alguns grupos judaicos criticaram tanto o doutorado quanto seu livro O outro lado: a relação secreta entre o nazismo e o sionismo, dizendo que se tratava de uma negação do Holocausto. Segundo esses grupos, o livro não traz o número exato de mortos e acusa os judeus de colaborar com os nazistas. Mas Abbas negou tudo em uma entrevista ao diário israelense Haaretz, publicada em maio de 2003: "Só mencionei uma discussão que existe entre os historiadores. Um fala em 12 milhões de mortos e outro em 800 mil". "Não tenho vontade de discutir os números. O Holocausto foi terrível, um crime imperdoável contra a nação judaica, um crime contra a humanidade que não pode ser aceito", acrescentou. Arquiteto de Oslo Abbas sempre se manteve em segundo plano mas, ao mesmo tempo, construiu uma rede de poderosos contatos entre líderes árabes e membros dos serviços de inteligência. Isso permitiu que ele se convertesse em um arrecadador de fundos eficiente para a OLP e chegasse a um importante posto de segurança na década de 70, antes de transformar em chefe do Departamento de Relações Nacionais e Internacionais da organização. Ele é considerado um pragmático e um dos principais entusiastas do diálogo de paz com a esquerda judaica, iniciado na década de 90. Abbas é um dos arquitetos dos acordos de paz de Oslo e acompanhou Arafat à Casa Branca em 1993 para firmar o pacto. No âmbito interno palestino, Abbas sempre pediu o fim dos ataques contra israelenses para evitar dar a Israel um pretexto para destruir a autonomia palestina. Recentemente, Abbas disse a um jornal árabe: "O povo palestino tem o direito de expressar sua rejeição à ocupação por métodos populares e sociais, mas o uso de armas é prejudicial e deve parar". |
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