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Abbas diz que vai 'persuadir' militantes ao cessar-fogo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mahmoud Abbas, considerado favorito nas eleições presidenciais da Autoridade Palestina no dia 9 de janeiro, disse que não vai lutar contra os grupos militantes, pois prefere tentar convencer os militantes a cessar os ataques. Depois de ser recebido como herói por militantes na Faixa de Gaza, Abbas disse que vai usar a persuasão para impor um cessar-fogo com Israel. Em um momento da visita a um campo de refugiados de Rafah, Abbas foi carregado nos ombros por atiradores vestidos de preto. A eleição palestina de janeiro vai decidir quem vai substituir o líder Yasser Arafat, que morreu em novembro. Multidão Mahmoud Abbas é visto como menos carismático e tendo menos apoio popular que Arafat, mas foi recebido com festa pela muldião. No aniversário de 40 anos do movimento Fatah, Abbas repetiu seu pedido por um estado palestino independente na Cisjordânia, Faixa de Gaza e leste de Jerusalém. Ele tem o apoio tácito de Israel e os Estados Unidos como potencial parceiro na retomada do processo de paz. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, se recusava a negociar com Yasser Arafat afirmando que ele dava apoio ao que Sharon chama de terrorismo. Abbas, também conhecido como Abu Mazen, fez campanha em Gaza, uma área conhecida como fortaleza de grupos como Hamas e Jihad Islâmico, que estão comprometidos pela luta armada contra Israel. Em Rafah, onde muitos palestinos foram mortos nos últimos quatro anos de conflitos, Abbas elogiou os moradores, os que morreram em combates contra Israel e os militantes foragidos. Persuasão "Não vamos usar força com o Hamas, vamos usar o caminho da persuasão e negociação. Nós consideramos que a luta entre palestinos é uma linha vermelha que não deve ser ultrapassada", disse Abbas. A agência de notícias Associated Press informou que o candidato foi além e prometeu proteger os militantes de ataques israelenses. "Devemos a eles (militantes). A dívida é sempre de protegê-los do assassinato, de protegê-los da morte e de todas estas coisas a que eles estão sujeitos por causa de Israel", teria afirmado Abbas à agência. A sala onde Abbas estava dando entrevistas em Rafah ficou tão lotada que ele teve que subir em uma janela para sair. |
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