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Hamas e Jihad Islâmico pregam boicote às urnas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Hamas e Jihad Islâmico, duas das facções e grupos radicais palestinos mais importantes, não apresentaram candidatos e conclamaram seus seguidores a boicotar os eleições presidenciais. O Hamas havia pedido que no dia 9 de janeiro não apenas se realizem as eleições presidenciais como também as eleições locais e legislativas, que estão programadas para mais tarde, ainda em 2005. Mahmoud Abbas, que é considerado o possível vitorioso nas eleições, fez uma convocação para que os grupos extremistas deponham armas. Hamas e Jihad Islâmico responderam que suas armas não são ilegais e que são dirigidas apenas contra a ocupação. Hamas O Hamas é o principal partido islâmico dos territórios ocupados, mas não pertence à Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que inclui a maioria das facções. O grupo foi fundado em 1987 na Faixa de Gaza pelo xeque Ahmed Yassin, que morreu assassinado pelo Exército israelense neste ano, com a participação de outras cinco figuras palestinas, entre elas Abdel Aziz al-Rantisi, que também foi assassinado. O Hamas só fala do fim da ocupação israelense na Cisjordânia e Faixa de Gaza como meta no curto prazo, mas no futuro se opõe à existência do Estado de Israel e planeja estabelecer uma nação islâmica. O grupo opera em duas frentes: a militar, que é a mais controvertida porque contempla a morte de civis, e a social. De um lado, o Hamas é responsável por muitos dos atentados suicidas e ataques contra militares e civis israelenses. Segundo a chancelaria israelense, desde o início da intifada, em setembro de 2000, são atribuídos ao grupo mais de 400 ataques diferentes em que morreram quase 400 israelenses. Por outro, há uma ala social que leva a cabo programas para a comunidade como a construção de escolas, hospitais e instituições religiosas. Este, segundo alguns observadores, transforma o Hamas em uma alternativa à OLP, ao partido Al-Fatah e, inclusive, à Autoridade Nacional Palestina, que perdeu a credibilidade aos olhos de alguns palestinos em meio a acusações de corrupção e ineficiência. Jihad Islâmico O Jihad Islâmico é uma facção extremista menor do que o Hamas, que também se considera responsável por muitos dos atentados suicidas perpetrados nos últimos quatro anos. O grupo foi criado no final da década de 70 e defemde a criação de um Estado islâmico palestino e a destruição do Estado de Israel. Esta facção se concentra, muito mais que o Hamas, em militantes prontos para ações militares e está organizada em pequenas células. O Jihad Islâmico forma parte da lista de organizações terroristas dos Estados Unidos e da União Européia. |
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