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Jordânia lidera vizinhos em apoio a eleição iraquiana | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os países vizinhos do Iraque se reúnem nesta quinta-feira na Jordânia para discutir estratégias de apoio às eleições iraquianas marcadas para o dia 30 de janeiro. Segundo o ministro do Exterior da Jordânia, Hani Mulki, o país quer que todas as nações presentes transmitam uma "mensagem clara" aos iraquianos de que eles devem votar nas eleições. Porém, o ministro do Exterior do Irã está boicotando o encontro em protesto a comentários feitos pelo rei Abdullah, da Jordânia. O rei acusou Teerã de se intrometer no processo eleitoral do Iraque tentando criar uma "esfera de influência xiita" na região. O correspondente da BBC na Jordânia Heba Saleh diz que o rei estava refletindo preocupações árabes de que as eleições iraquianas possam transferir o poder do país à maioria xiita, revertendo o longo domínio sunita e permitindo a extensão da influência do Irã, que é xiita. O rei Abdullah afirmou que no mês passado mais de um milhão de iranianos entraram no Iraque para votar nas eleições. Caráter árabe O ministro do Exterior do Irã, Kamal Kharrazi, não vai participar da reunião desta quinta-feira, mas são esperados os ministros do Exterior da Turquia, Arábia Saudita, Kuwait e Síria. O Irã vai enviar uma delegação menos importante à capital Amã. Representantes do Iraque, Egito, Barein e da Organização das Nações Unidas (ONU) também são aguardados. Organizações sunitas no Iraque ameaçaram boicotar as eleições, mas a Jordânia disse que quer encorajar o mais alto comparecimento possível às urnas. "O objetivo do encontro é transmitir uma mensagem clara aos iraquianos de que as eleições estão sendo realizadas na hora certa e que eles deveriam sair para votar e assegurar que o país mantenha o seu caráter árabe", disse Mulki. "A reunião desta quinta-feira vai ser um catalisador para apelar aos sentimentos de todos os iraquianos para votar por um Iraque árabe, não religioso", disse o ministro. |
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