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Recuperação de áreas afetadas pode levar 10 anos, diz ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que as áreas atingidas pelo maremoto na Ásia devem levar até 10 anos para se recuperar. Annan falou da "dura complexidade" dos esforços para ajudar as vítimas da tragédia que afetou 12 países. Suprimentos de ajuda começam a ser empilhados em vários depósitos regionais, mas em alguns lugares as fortes chuvas estão dificultando a entrega de víveres às áreas mais remotas. Annan vai viajar para a Indonésia no dia 6 de janeiro, para participar de uma reunião de líderes mundiais para discutir as melhores formas de ajuda. Sobreviventes continuam aparecendo dos escombros deixados pelas ondas gigantescas que varreram as costas dos países banhados pelo Oceano Índico há uma semana. Pelo menos 124 mil pessoas tiveram suas mortes confirmadas no desastre, que deixou suas marcas mais profundas na província de Aceh, na Indonésia. A ONU alertou que o número final de mortos deve superar a marca dos 150 mil - e o total exato provavelmente nunca será conhecido. O secretário de estado norte-americano Colin Powell viaja para a Ásia neste domingo para ver de perto os estragos causados pelo tsunami. Ele será acompanhado pelo governador da Flórida, Jeb Bush, irmão do presidente George W. Bush que tem lidado com a devastação deixada por vários furacões que atravessaram o estado americano.
Sobreviventes A dimensão do impacto do terremoto de 26 de dezembro ainda está despontando. O repórter Andrew Harding, da BBC, viajou de barco ao longo da costa da ilha de Sumatra - a mais afetada na região. Além da destruição, ele encontrou dois grandes grupos de sobreviventes, deseperados para fazerem contato com o mundo exterior. A descoberta dá uma idéia do desafio enfrentado pelas autoridades indonésias, que estão recebendo grandes quantidades de alimentos e equipamento e têm que garantir que grupos isolados como este recebam ajuda o mais rápido possível. Em Sri Lanka, as fortes chuvas causaram inundações, bloqueando o acesso à regiões no oeste e sudoeste da ilha e comprometendo seriamente a distribuição de ajuda. O temor de que água poluída possa causar epidemias de doenças é grande na região, onde centenas de milhares de pessoas estão chegando a campos de emergência. Em Aceh, na Indonésia, a situação é parecida. Salvação Por outro lado, começam a aparecer mais histórias de pessoas que conseguiram escapar da morte.
A Cruz Vermelha indonésia disse que conseguiu retirar um homem dos escombros de uma casa na cidade de Banda Aceh depois de ouvir seus gritos de socorro. Nas remotas ilhas de Andaman e Nicobar, na Índia, uma mulher que escapou das ondas gigantes deu luz à um bebê em plena floresta. Ela batizou o filho de Tsunami. Autoridades nas duas ilhas disseram que um comitê será reunido para discutir a operação de ajuda, depois de críticas de que a ajuda não estava chegando aos necessitados - e depois que uma multidão enfurecida atacou um oficial. Na mesma região, foram sentidos novos tremores, que causaram pânico entre os moradores. Do estado de Tamil Nadu, também na Índia, vieram notícias de que mais de mil crianças morreram em uma escola numa região remota. Na Tailândia, o primeiro-ministro Thaksin Shinawatra disse que será realizada uma investigação para descobrir porque não foi divulgado um alerta antes do desastre. 'Compaixão' O coordenador das operações de ajuda da ONU, Jan Egeland, disse que 40 países doadores anunciaram um total de US$ 2 bilhões de ajuda - mais do que o total de ajuda oferecida no mundo inteiro no ano 2004. O maior doador até agora é o Japão, que neste sábado anunciou a doação de US$ 500 milhões. "A compaixão internacional nunca esteve como está agora", disse Egeland. Ele disse que os esforços de ajuda vão estar concentrados para alimentar um milhão de indonésios e 700 mil cingaleses nos próximos meses. "Vamos ter que transformar uma série de pequenas e destroçadas pistas de pouso nos aeroportos mais movimentados do mundo", disse ele. |
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