|
Cientista iraquiana à beira da morte, diz advogado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um advogado iraquiano afirmou que a microbióloga Huda Salih Mahdi Ammash está morrendo de câncer. Ela foi presa pelos Estados Unidos em 2003 após ser acusada de colaborar com o suposto programa de armas biológicas do Iraque. Badih Aref, que defende o ex-vice-premiê iraquiano, Tariq Aziz, afirmou que a cientista deveria ser solta por causa de sua condição de saúde. O advogado disse ainda que seu cliente lhe pediu que ajudasse Ammash, que tem sofrido "dores terríveis devido a um câncer de mama". A cientista foi presa por tropas americanas em maio de 2003 ao lado de outra especialista em armas biológicas, Rihab Rashid Taha. Elas estão sendo mantidas em lugar secreto desde então. 'Assistência médica' Ammash e Taha foram chamadas por órgãos de imprensa nos Estados Unidos e em várias partes do mundo de "senhora Antraz" e "doutora Germe", respectivamente. Um porta-voz do Exército americano se recusou a comentar o estado de saúde de Ammash. "Certamente, nós temos assistência médica à disposição de cada detido", disse o representante militar americano à agência de notícias Associated Press. De acordo com o advogado de Tariq Aziz, ele teria sido informado sobre a situação da cientista durante uma reunião com seu cliente. "Quando me encontrei com o senhor Aziz, ele me contou que o caso da doutora Ammash era mais importante do que o seu próprio caso", disse Aref. O advogado também afirmou que Ammash recebeu tratamento para câncer de mama antes de ser presa, mas que sofreu uma recaída. Segundo Aref, "caso não seja feito nada pra mudar a situação da cientista, ela deve morrer por causa das fortes dores". Poder Ammash era uma das poucas mulheres a fazer parte do ex-círculo político interno do então presidente iraquiano Saddam Hussein. Ela tinha um cargo de comandante regional do extinto Baath, a facção política de Saddam. Educada nos Estados Unidos, Ammash é acusada pelos serviços de inteligência do país de ser a mentora intelectual do suposto programa de reconstrução de armas biológicas no Iraque, que teria sido realizado após a Primeira Guerra do Golfo em 1991. Mensagem do premiê Neste sábado, o atual primeiro-ministro interino do Iraque, Ayad Allawi, disse durante uma mensagem de final de ano à população que o governo fará o que estiver a seu alcance para estabelecer a segurança durante o período de eleições, marcadas para o fim deste mês. Segundo Allawi, o pleito será decisivo para a História do Iraque. Para o premiê, o país se tornará politica e socialmente forte, unido e estável com a votação. Ele ainda advertiu países vizinhos a não acolher insurgentes. Antes do discurso de Allawi em rede de TV, várias pessoas haviam sido mortas num ataque a bomba perto da cidade de Baiji, no norte do país. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||