|
'Vejo o Iraque com grave apreensão', diz João Paulo 2º | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O papa João Paulo 2º disse estar preocupado com a violência – uma "fonte de sofrimento indizível" – no mundo, principalmente no Oriente Médio e na África, em seu sermão anual de Natal na manhã deste sábado. O Urbi et Orbi (da cidade para o mundo, em latim) do papa foi proferido na Praça de São Pedro, no Vaticano, para milhares de fiéis reunidos sob a chuva que caía em Roma. O sumo-pontífice da igreja católica, que aos 84 anos tem dificuldades para falar devido ao mal de Parkinson e está com a saúde gravemente abalada, fez um dos sermões mais curtos do seu papado e destacou a situação do Oriente Médio e da África. "Eu penso na África, na tragédia de Darfur, no Sudão, na Costa do Marfim e na região dos Grandes Lagos", disse João Paulo 2º. "E com grande apreensão acompanho a situação no Iraque", completou. O líder religioso ressaltou, no entanto, estar seguro de que a crise entre israelenses e palestinos vai ser contornada. "Como posso deixar de olhar com preocupação ansiosa, mas também com confiança invencível, para a terra da qual És filho (Israel e os territórios palestinos)", discursou o papa. Paz O papa concluiu fazendo um apelo pela resolução pacífica de todos os conflitos. "Que se dê um fim às númerosas situações de insegurança que ameaçam transformar-se em conflitos abertos", afirmou. "Que venha à tona uma vontade firme de buscar soluções pacíficas, com respeito às aspirações legítimas de indivíduos e povos." Na Missa do Galo, à meia-noite de sexta-feira, João Paulo 2º também tocou no tema "coexistência pacífica" entre palestinos e israelenses, mas fez um sermão curto, mais dedicado a temas religiosos. O sumo-pontífice disse que toda a Humanidade, com as suas provações e os seus problemas, precisa de Jesus Cristo. Embora lhe tenha faltado fôlego em alguns momentos, o papa leu os sermões inteiros tanto na Missa do Galo quanto no Urbi et Orbi. A cerimônia deste ano deve ser transmitida pela TV para um número recorde de países. As imagens devem chegar a mais de 70 nações. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||