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Blair vai a Israel tentar abrir diálogo para a paz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, vai se encontrar com autoridades palestinas e israelenses nesta quarta-feira, na última etapa da sua visita ao Oriente Médio. Blair e o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, devem discutir os planos de Israel de retirada da Faixa de Gaza, e a proposta de uma conferência sobre a região patrocinada pela Grã-Bretanha. Blair também deve se encontrar com a liderança palestina para discutir a eleição à presidência da Autoridade Palestina, no próximo mês, e as reformas na organização. O primeiro-ministro britânico visita Israel um dia depois de uma visita surpresa a líderes iraquianos, em Bagdá, nesta terça-feira. Blair é a autoridade mais importante a visitar os territórios palestinos desde a morte de Yasser Arafat, em novembro. Ele deve se encontrar com o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Mahmoud Abbas, favorito para vencer as eleições de janeiro. Blair já afirmou que encontrar uma solução para o conflito israelense-palestino é uma prioridade do seu governo. A visita acontece justamente num momento em que o Exército israelense enviou tanques e tropas ao campo de refugiados de Khan Younis, na Faixa de Gaza, numa tentativa de parar com os ataques aéreos aos assentamentos judaicos. Onze palestinos morreram e pelo menos 40 ficaram feridos numa incursão neste mesmo local no fim de semana. A correspondente da BBC em Jerusalém, Barbara Plett, disse que a visita de Blair pode ser vista como um gesto de boa vontade do governo britânico e de apoio à liderança palestina. Ele vai tentar convencer os dois lados a participar de uma conferência sobre o Oriente Médio em Londres no próximo mês, para aproveitar o clima favorável com as eleições para a liderança palestina e os planos de Israel de retirada da Faixa de Gaza. Mas o governo israelense já disse que não vai participar do encontro e insiste que as conversas devem girar somente em torno das reformas na estrutura política palestina. Os palestinos tinham esperança de discutir um acordo de paz, incluindo a situação de Jerusalém e dos refugiados palestinos, diz a correspondente. Pelo mesmo motivo, os líderes palestinos vêem Blair como uma maneira de terem sua voz ouvida pela Casa Branca, de acordo com a correspondente da BBC. |
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