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Em Bagdá, Blair nega adiamento de eleições iraquianas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse nesta terça-feira, durante visita surpresa a Bagdá, que as eleições no Iraque vão ocorrer em 30 de janeiro, como previsto, apesar dos recentes atos de violência no país. Blair pediu ainda uma participação ampla dos iraquianos nas eleições que, segundo ele, podem decidir o destino do Iraque. O premiê encontrou-se com o primeiro-ministro interino do Iraque, Ayad Allawi, e voltou a lembrar que a questão da segurança é o maior desafio enfrentado pelos iraquianos neste momento. "Só existe um lado para escolher na luta entre democracia e terrorismo. Estamos no lado certo porque o Iraque vai viver em uma democracia pela primeira vez em sua história", disse Blair, referindo-se às eleições iraquianas marcadas para janeiro. Orgulho e heroísmo Blair se disse orgulhoso por estar no Iraque e elogiou os esforços de Allawi em, segundo ele, levar uma maior estabilidade ao país. O primeiro-ministro encontrou-se ainda com funcionários da comissão eleitoral iraquiana. Blair elogiou o trabalho dos funcionários que, segundo o líder britânico, vêm "arriscando suas vidas para proporcionar aos iraquianos a chance de votar". "Esses funcionários são os heróis do Iraque atual", disse Blair. Blair chegou ao Iraque depois de visitar a Jordânia. Esta é a primeira vez que o premiê visita a capital do país. Ele já havia estado em Basra, no sul do Iraque, onde as tropas britânicas estão baseadas. A visita a Bagdá foi mantida em segredo por questões de segurança. No aeroporto de Bagdá, o primeiro-ministro britânico encontrou-se com militares de seu país e americanos e seguiu de helicóptero, fortemente escoltado, para o centro da capital iraquiana. O Iraque vive em contínua violência com a aproximação da data das eleições. No último domingo, explosões mataram mais de 60 pessoas. Autoridades americanas e britânicas no Iraque estudam maneiras de evitar que a violência impeça os iraquianos de ir às urnas. Segundo Peter Greste, correspondente da BBC em Bagdá, Blair mostrou-se otimista em relação ao futuro do Iraque durante a visita. Mas o premiê também admitiu que a violência pode continuar no país durante muito tempo. |
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