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Cubanos protestam contra luzes de Natal dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 5 mil estudantes cubanos participaram de uma manifestação na noite de segunda-feira em frente à missão diplomática americana em Havana. Eles protestavam contra a decisão do representante dos Estados Unidos no país, James Cason, de colocar enfeites de Natal, em frente à residência oficial, que fazem referência a dissidentes políticos presos. Julio Martínez, presidente da União dos Jovens Comunistas, disse num programa de TV que a passeata era uma resposta "à política agressiva, invasiva e prepotente do senhor Cason". As luzes colocadas na sede diplomática americana formam o número 75, uma referência ao número de dissidente políticos presos pelo governo de Fidel Castro no ano passado. 'Provocação' Os dois países rivais não mantêm relações diplomáticas, mas possuem encarregados de negócios na capital um do outro. Na sexta-feira passada, Cuba respondeu ao que qualifica como "provocação" americana com um cartaz ilustrado com imagens de presos iraquianos sendo torturados por soldados dos Estados Unidos no presídio de Abu Ghraib, em Bagdá. Cuba argumenta que os oposicionistas detidos na ilha caribenha no ano passado – 14 deles já foram soltos – são mercenários financiados por Washington. Numa entrevista na semana passada, James Cason afirmou que as polêmicas luzes continuarão onde estão até o fim do Natal. A disputa aconteceu coincidentemente no momento em que o Exército cubano realizava amplos exercícios militares, numa simulação de defesa em caso de uma invasão americana. |
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