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Cuba exige retirada de luzes de Natal da missão dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O principal representante americano em Cuba, James Cason, disse ter sido alertado pelo governo de Havana que pode enfrentar sérias conseqüências se não retirar as luzes de Natal que decoram o escritório diplomático dos Estados Unidos na capital cubana. Cason mandou instalar um enorme painel em frente ao edifício que inclui luzes formando o número 75 – uma referência ao número de dissidentes cubanos presos numa ofensiva do governo no ano passado. As autoridades cubanas já pediram a Cason duas vezes que retirasse os ornamentos natalinos. "O regime de Castro está ameaçando a missão diplomática com retaliação", afirmou o encarregado de negócios dos Estados Unidos numa entrevista coletiva. Ele sustenta, porém, que as luzes vão continuar no local porque são uma forma de chamar a atenção para as violações dos direitos humanos na ilha. Provocação O correspondente da BBC em Havana afirma que o painel parece ser uma provocação proposital de Washington às autoridades do governo de Fidel Castro. Cuba prendeu 75 dissidentes em março de 2003, acusando-os de atuar ao lado dos americanos para derrubar o governo comunista da ilha. O presidente Fidel Castro e outras autoridades criticam Cason com freqüência por realizar reuniões de dissidentes em sua residência. Apesar dos ataques, o representante americano continua suas atividades contrárias ao governo cubano. Recentemente, ele pediu a integrantes da oposição que escrevessem seus sonhos de democracia em Cuba e os enterrassem no quintal de sua casa. Washington rompeu relações com Havana e impôs sanções contra Cuba após a revolução liderada por Fidel em 1959. Os dois países, porém, mantêm escritórios para cuidar de seus interesses um na capital do outro. |
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