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Ex-coronel chileno é indiciado pela morte de Victor Jara | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um juiz no Chile indiciou um coronel aposentado do Exército pelo assassinato do cantor e compositor chileno Victor Jara, morto pouco depois do golpe militar de 1973 no país. O golpe levou o general Augusto Pinochet ao poder. Esta foi a primeira vez que uma pessoa foi acusada formalmente pela morte do artista, cujo corpo foi encontrado com 34 balas e várias fraturas. O coronel Mario Manríquez Bravo estava encarregado do estádio desportivo na capital chilena, Santiago, onde o cantor e outros simpatizantes do presidente deposto, Salvador Allende, foram torturados ou mortos. Manríquez Bravo está detido em um quartel e deverá entrar com recurso contra o indiciamento. Mãos Jara tinha 38 anos quando foi torturado e morto. Há notícias de que ele foi detido com outras pessoas consideradas "perigosas" pelos militares golpistas. Outros prisioneiros disseram depois que o artista não parou de cantar mesmo quando os guardas o queimaram e quebraram os ossos de suas mãos. Sua esposa, Joan, deixou o país secretamente depois da morte do cantor. Ela levou cassetes com sua música, que se tornou internacionalmente conhecida. Sua obra inclui clássicos da canção popular latino-americana como Te recuerdo Amanda e Manifiesto. |
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