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Sarney elogia política antiterror polêmica da Rússia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Senado, José Sarney, elogiou a atuação da Rússia contra o "terrorismo" durante encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta segunda-feira em Brasília. "Temos alta consideração por seus esforços no combate ao terrorismo", disse Sarney a Putin, de acordo com as agências de notícias russas Itar-Tass e RIA Novosti. A atuação do governo de Moscou no combate aos militantes não está livre de críticas. Duas ações fracassadas do Exército russo contra seqüestradores chechenos, num teatro de Moscou, em 2002, e numa escola de Beslan, na Ossétia do Norte, este ano, resultaram na morte de centenas de reféns. Uma das conseqüências da tragédia de Beslan foi uma iniciativa de Putin de reforma política que inclui o fim das eleições diretas para governadores regionais e novas regras para a escolha dos membros do Parlamento. Ele argumenta que isso é necessária para fazer frente ao "terrorismo" e para assegurar a integridade territorial do país. Seus críticos afirmam que ele tenta se aproveitar da crise para consolidar o poder autocrático do Kremlin, minando a democracia no país. O ex-presidente brasileiro disse ainda que está otimista sobre a possibilidade dos dois países ampliarem as suas relações. "O Brasil e a Rússia são muito parecidos, com projetos regionais importantes e grande autoridade", declarou Sarney. Vaga na ONU Num comunicado, Putin confirmou que a Rússia apóia a candidatura do Brasil a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Após a visita ao Senado, o líder russo foi ao encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Numa entrevista coletiva após se reunir com Lula, Putin defendeu a triplicação do volume de comércio bilateral. Atualmente, as exportações entre os dois países movimentam cerca de US$ 2 bilhões. "Dois bilhões de dólares é só o começo. Temos a possibilidade real de dobrar e triplicar isso no futuro próximo", declarou. Na agenda de assuntos estavam o comércio internacional – os russos conseguiram apoio à sua entrada na Organização Mundial do Comércio – e projetos de cooperação em programas espaciais. Além disso, o governo russo esperava concluir a venda de 12 aviões militares ao Brasil, num negócio de US$ 1 bilhão com a Embraer. E discutiria a cooperação em assuntos de energia nuclear – Moscou teria interesse em ajudar o Brasil a construir a usina de Angra-3. |
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