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China prende 58 que planejavam imigrar por 'rota brasileira' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia no sudeste da China prendeu 58 pessoas que pretendiam viajar para a Grã-Bretanha a fim de trabalhar como imigrantes ilegais. A rota dos imigrantes para chegar a solo britânico passava por Myanmar e pelo Brasil. Os trabalhadores eram provenientes da província chinesa de Fujian e partiriam de lá por rotas terrestres e marítimas. A polícia prendeu ainda o homem que organizou a tentativa de transferir as 58 pessoas. O suposto traficante de pessoas, de sobrenome He, falsificou passaportes e vistos para os imigrantes. Sofisticação Segundo relatos, o plano reflete a crescente sofisiticação das gangues de tráfico humano chinesas, que estão se valendo de diversas rotas e contatos internacionais para não serem presas. A província de Fujian, de onde partiriam os imigrantes, é a mesma de onde vinham os trabalhadores ilegais que morreram afogados em águas britânicas em fevereiro deste ano. Os imigrantes mortos trabalhavam ilegalmente como catadores de mariscos no norte da Inglaterra. Apesar de a província de Fujian, no sul da China, ser uma das mais ricas do país, muitos de seus habitantes costumam buscar trabalho ilegal no exterior com o auxílio de gangues que promovem tráfico humano, conhecidas na China como "cabeças de cobra". Os traficantes costumam visar fazendeiros pobres de Fujian e exigem propinas de milhares de dólares em troca de documentos falsos e a promessa de uma vida melhor no exterior. As autoridades chinesas não deram detalhes sobre como funcionaria a passagem dos imigrantes pelo Brasil. |
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