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Estado de saúde de Arafat 'é muito grave', diz ex-premiê | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-primeiro-ministro palestino Mahmoud Abbas visitou Yasser Arafat nesta terça-feira em Paris e disse que o estado de saúde do líder palestino "é muito grave". Abbas integra a delegação de lideranças palestinas, chefiadas pelo primeiro-ministro Ahmed Korei, que viajou à França para visitar Arafat no hospital militar onde o presidente da Autoridade Palestina permanece internado há mais de dez dias. O ministro das Relações Exteriores, Nabil Shaath, disse que "só Deus sabe" se Arafat "vai sobreviver". Relatos de autoridades palestinas não identificadas citadas por agências de notícias dizem que o líder palestino tem apenas "horas de vida". Pouco antes da visita dos dirigentes palestinos, o hospital divulgou um boletim médico informando que o estado de saúde de Arafat piorou e o seu coma ficou ainda mais profundo. De acordo com o porta-voz do hospital, o novo agravamento da saúde de Arafat é um desdobramento "significativo", mas o diagnóstico permanece incerto e não é possível determinar se o coma ainda é reversível. Disputas Os dirigentes palestinos dizem que as informações sobre a saúde de Arafat estão sendo restringidas por sua mulher, Suha, que acusou os políticos da cúpula palestina de tentar "enterrar Arafat vivo". Korei, Abbas, Shaath e o líder da Assembléia Legislativa palestina, Rawhi Fattuh, chegaram a Paris, procedentes de Ramallah, na segunda-feira. Nesta terça-feira, os três se encontraram com o ministro das Relações Exteriores da França, Michel Barnier, e também tinham marcado um encontro com o presidente francês, Jacques Chirac. Até agora, os médicos não revelaram os detalhes do problema de saúde que, há 11 dias, provocou a internação do líder palestino, de 75 anos de idade. |
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