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Cúpula palestina cancela visita a Arafat em Paris | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Três dos principais nomes da liderança palestina cancelaram a visita que fariam nesta segunda-feira ao líder Yasser Arafat, internado há dez dias em estado grave no hospital militar de Percy, nos arredores de Paris. A decisão foi tomada depois que os três políticos (o primeiro-ministro Ahmed Korei, o vice de Arafat, Mahmoud Abbas, e o ministro de Relações Exteriores, Nabil Shaath) foram acusados pela mulher do líder palestino de "conspirar para usurpar sua autoridade". "Que fiquem sabendo aqueles que são honoráveis no povo palestino que uma gangue daqueles que tentam ser herdeiros está vindo a Paris em uma tentativa de enterrar Arafat vivo", disse Suha Arafat, que acompanha o marido no hospital, à rede de TV árabe Al-Jazeera. As declarações foram o último capítulo de um crescente impasse entre a mulher de Arafat e os principais políticos palestinos. 'Propriedade particular' Os líderes políticos acusam Suha de não ter legitimidade para representar o povo palestino e afirmam que Arafat não é "propriedade particular" da mulher. "Os palestinos não a conhecem. Essa é uma mulher que não viu o marido durante os três anos de Intifada (o levante palestino contra Israel)", afirmou Sufian Abu Zaida, vice-ministro da Autoridade Palestina. Ainda não foram esclarecidas as causas da doença de Yasser Arafat, que, segundo as últimas informações do hospital, permanece em estado grave, mas estável. No entanto, os rumores de que o líder estaria em coma irreversível – já desmentidos anteriormente – continuam a circular. O governo israelense determinou que, no caso de morte de Yasser Arafat, ele será enterrado na Faixa de Gaza, contrariando a vontade do próprio Arafat, que deseja ser sepultado em Jerusalém. Palestinos da Cisjordânia terão permissão de cruzar o território israelense, e líderes árabes de países sem relações diplomáticas com Israel poderão participar do enterro. Saeb Erekat, principal negociador palestino e integrante da cúpula da Autoridade Palestina, classificou os planos israelenses de "inapropriados". O ministro da Justiça, Yosef Lapid, disse que Jerusalém é uma cidade "em que os judeus enterram os seus reis, e não um terrorista árabe". |
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