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Líder guerrilheiro faz manifestação em tribunal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro dia do novo julgamento do líder do grupo guerrilheiro peruano Sendero Luminoso terminou em caos, depois que o líder, Abimael Guzmán, iniciou uma manifestação em pleno tribunal. Guzmán foi preso e condenado em um tribunal militar em 1992, mas no ano passado o veredicto foi suspenso, e agora ele está sendo julgado novamente – desta vez, na Justiça comum. Ele e outros 15 membros do Sendero Luminoso são acusados de levar à morte milhares de pessoas durante os anos 80 e 90, quando o grupo estava no auge de sua atividade. Durante a sessão desta sexta-feira, Guzmán surpreendeu a todos quando, pouco depois de o juiz ter pedido que jornalistas se retirassem da sala, Guzmán se levantou e, com um braço erguido, começou a gritar “Glória ao Marxismo, ao Leninismo e ao Maoísmo”. “Longa vida” Seus 15 seguidores, presentes ao tribunal, em seguida se juntaram ao protesto e responderam “longa vida aos heróis do povo. Longa vida ao povo peruano”. O juiz então suspendeu a sessão até a próxima sexta-feira, e Guzmán foi encaminhado de volta a sua cela. Guzmán formou o Sendero Luminoso, uma organização de ideologia maoísta, nos anos 70. As primeiras operações do grupo começaram a ser registradas em áreas rurais do Peru em 1980. Segundo o correspondente da BBC em Lima Elliott Gotkine, ninguém no Peru, nem mesmo o próprio Guzmán, acredita que a Justiça do país vai determinar sua libertação. Cerca de 70 mil pessoas foram mortas pelos guerrilheiros e pelas forças do governo peruano que atuavam contra o Sendero Luminoso durante os anos 80 e 90. A maior parte dos membros da organização aceitou um acordo de paz depois que Guzmán foi preso, uma pequena facção continua ativa no sul do Peru. |
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