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Líder do Sendero Luminoso será julgado no Peru em novembro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades peruanas marcaram para o dia 5 de novembro o julgamento do líder do grupo guerrilheiro Sendero Luminoso, Abimael Guzmán, e de outros 17 integrantes da organização. Guzmán foi condenado a prisão perpétua em 1992 por liderar uma revolta armada em que estima-se que 69 mil pessoas morreram. Mas seu julgamento, realizado em um tribunal militar presidido por juízes encapuzados, foi considerado inconstitucional no ano passado, e uma nova apreciação do caso foi ordenada. Entre os outros membros do grupo que serão julgados está a ex-amante de Guzmán, Elena Iparraguirre, e Oscar Ramirez, conhecido como "Feliciano". Greve de fome No começo deste ano, Guzmán e Iparraguirre teriam realizado uma greve de fome para exigir anistia para outros combatentes do grupo maoísta que foram presos. Promotores querem pedir pena de prisão perpétua para Guzmán, que liderou uma guerra de guerrilha brutal em regiões remotas no Peru nas décadas de 80 e 90. O movimento racho,u e a rebelião fracassou depois da captura de Guzmán e de outros líderes do Sendero Luminoso, embora o grupo ainda esteja na lista do governo americano de "organizações terroristas". Recentemente, o líder mais alto do Sendero Luminoso, conhecido como Artemio, ainda foragido, ameaçou retomar a violência se líderes rebeldes presos não forem libertados. Guzmán foi condenado originalmente sob duras leis antiterror adotadas pelo ex-presidente Alberto Fujimori. Depois do colapso de seu governo, em 2000, a legislação foi revogada. Guzmán e os outros integrantes do Sendero serão julgados na base naval de Callao, a oeste da capital, Lima, onde o ex-chefe do serviço secreto de Fujimori, Vladimiro Montesinos, é mantido preso por acusações de corrupção e tráfico de armas. |
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