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Parlamento russo aprova reformas de Putin em 1º turno | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Duma, câmara baixa do Parlamento russo, aprovou em primeiro turno um projeto que dá ao presidente Vladimir Putin mais controle sobre as regiões do país ao acabar com as eleições diretas dos 89 governadores. Pelo projeto, eles passarão a ser nomeados pelo presidente e confirmados pelas assembléias legislativas regionais. A medida faz parte de um pacote de reformas apresentado por Putin com o objetivo de aumentar segurança no país depois da invasão à escola em Beslan em que cerca de 360 pessoas foram mortas. Críticos do presidente dizem que ele está questionando a Constituição e privando os russos de seus direitos democráticos. Maioria Um integrante liberal independente do parlamento, Vladimir Ryshkov, disse que a aprovação do projeto era um voto de não-confiança no povo russo. "Com essa atitude, eles declaram que as pessoas não estão prontas para uma democracia", disse ele. O projeto precisa passar por mais duas votações, mas a expectativa é de que seja aprovado, já que o partido pró-Kremlin Rússia Unida tem uma maioria dois terços na Duma. Durante um debate a respeito da segurança nacional depois da votação, o promotor público Vladimir Ustinov propôs a prisão dos parentes daqueles que exercem atos terroristas. Ele disse que mostrar aos terroristas o que pode acontecer com seus familiares pode ser um instrumento eficiente nas negociações. Durante o debate, o chefe do serviço de segurança FSB, Nikolai Patrushev, disse ao parlamento que mais de 80 homens-bomba estariam sendo treinados em outros países para atacar a Rússia. Muitos dos ataques recentes no país foram causados por homens-bomba, como as explosões de dois aviões em agosto, que mataram mais de 90 pessoas. |
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