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Milhares de colonos protestam contra saída de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de colonos judeus se reuniram do lado de fora do Parlamento de Israel, para protestar contra a votação do plano de retirada dos assentamentos da Faixa de Gaza. As escolas em Gaza foram fechadas nesta terça-feira para que as crianças possam manifestar sua oposição ao plano. Segundo observadores, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, deve ganhar a votação com o apoio dos partidos de oposição. Já em Gaza, o Exército israelense terminou uma operação de dois dias que deixou 17 palestinos mortos. Segurança A operação no campo de refugiados de Khan Younis também deixou mais de 80 feridos, de acordo com autoridades palestinas. Segundo as forças israelenses, o objetivo da ofensiva era impedir ataques com morteiros de militantes palestinos contra assentamentos judaicos na região. Funcionários da ONU e testemunhas afirmam que 23 casas, além de estradas e canos de água e esgoto, foram destruídas na operação militar. O Parlamento de Israel, o Knesset, deve votar o plano de retirada dos assentamentos da Faixa de Gaza proposto por Sharon ainda nesta terça-feira. A segurança em torno do prédio é forte, segundo a correspondente da BBC Lucy Williamson. Apesar do grande número de famílias do lado de fora, é grande a oposição dos colonos, segundo ela. Os colonos religiosos acreditam que toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza foram dados por Deus aos judeus. Conversas de guerra civil e traição seguiram o primeiro-ministro, que recebeu ameaças, de acordo com a correspondente. Debate Na segunda-feira, primeiro dia de debate sobre a proposta no Parlamento, Sharon prometeu insistir na aprovação do plano de retirada, mesmo que isso cause dificuldades para Israel.
O primeiro-ministro disse ter consciência da dor e da raiva de milhares de colonos que foram assentados na Faixa de Gaza por governos israelenses, mas afirmou que a remoção dos assentamentos vai reduzir a hostilidade e trazer progressos no processo de paz com palestinos e países árabes vizinhos. Quando começou a discursar, Sharon foi interrompido por manifestações irritadas de parlamentares de oposição. Nesta terça-feira, após o encerramento do segundo dia de debate, os 120 membros do Parlamento israelense vão decidir se aprovam o plano de Sharon. Se a moção for aprovada, o Parlamento também deve votar uma lei que garante indenizações aos colonos afetados pela decisão. Oposição Apesar da expectativa de aprovação da proposta, o plano de retirada também enfrenta uma forte oposição. Pelo menos 17 parlamentares do partido do próprio Sharon devem votar contra o projeto de lei, além de outros 30 membros de partidos religiosos e oito de origem árabe. Durante as discussões no Parlamento, o primeiro-ministro israelense afirmou ainda que a remoção dos assentamentos não substitui as negociações. Sharon salientou que Israel não deseja governar para sempre milhões de palestinos, um número que vem crescendo a cada ano. O líder de Israel também aproveitou para criticar o Irã ao afirmar que o país está tentando comprar armas nucleares e treinar "uma enorme rede terrorista na Síria e no Líbano". |
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