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Clinton diz que John Kerry tem 'melhor plano' para os EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente americano Bill Clinton subiu ao palanque ao lado do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, John Kerry, na Pensilvânia. O ex-presidente, que nos últimos dois meses estava em recuperação de uma cirurgia cardíaca, disse aos eleitores que Kerry tem "um plano melhor" para os Estados Unidos. Os republicanos disseram que a decisão de "tirar (Clinton) da mesa de cirurgia" cheira a desespero. Nem Kerry e nem o presidente dos EUA, George W. Bush, têm uma liderança clara nas pesquisas de opinião. 'Esperança' "Se isso não é bom para meu coração, então não sei o que é", brincou Clinton ao microfone no comício. Ele falou de uma economia enfraquecida na Pensilvânia e em todos os Estados Unidos comparada com o que acontecia quando ele era presidente. Sobre política externa, ele disse que os democratas querem um mundo onde "responsabilidades e oportunidades são compartilhadas". Falando sobre Kerry, Clinton disse que ele é o tipo de homem que quer que as pessoas "pensem e tenham esperança". Impostos Clinton disse que os eleitores têm de escolher entre dois homens fortes com filosofias muito diferentes, o que poderá ter conseqüências muito diferentes para o mundo. "Com Bush, perda de emprego e pobreza estão aumentando, enquanto aos ricos foi dado corte de impostos", disse Clinton. Ele disse também que Kerry vai "melhorar a segurança interna (dos EUA), aumentar o Exército, administrar melhor a situação no Iraque e pôr mais ênfase na luta contra Al-Qaeda". Mais cedo, Kerry tinha acusado o governo Bush de ter cometido "grandes equívocos" depois do sumiço de quase 350 toneladas de explosivos no Iraque. Segundo ele, terroristas poderiam usar esse material para matar cidadãos americanos e explodir aviões e prédios. 'Equívocos' Kerry acusou o governo Bush de ter "arrogância, teimosia e cegueira inacreditáveis". "Isso é um dos grandes equívocos do Iraque, um dos grandes equívocos de seu governo", disse Kerry a eleitores em New Hampshire. A Pensilvânia é um dos estados indecisos, onde qualquer candidato pode ganhar e, com isso, também decidir a eleição. Segundo o correspondente da BBC nos EUA, Justin Webb, a aparição de Clinton na Pensilvânia pode ter apelo junto a americanos de origem africana que ainda estão indecisos. Veterano Clinton foi excluído, de forma controversa, da campanha dos democratas em 2000. Seus últimos anos de governo foram marcados por escândalos sexuais, mas ele continua a ser a grande estrela democrata, segundo Webb. A equipe de Kerry está reconhecendo a capacidade de Clinton como um político veterano que pode reunir multidões com a sua maneira apaixonada. No entanto, assessores de Bush classificaram sua aparição como um sinal de fraqueza. "O fato de que John Kerry tem de tirá-lo da mesa de cirurgia para a campanha demonstra que ele está tendo desempenho fraco em áreas importantes do seu eleitorado", disse à TV Fox News o diretor de Comunicações da Casa Branca, Dan Bartlett. Em entrevista divulgada na segunda-feira, Bush disse à rede de TV ABC que não considera a possibilidade de perder no dia 2 de novembro. "Acredito que vamos ganhar e estou fazendo campanha como se fôssemos ganhar", disse. Os republicanos vão buscar ganhar votos no estado de Ohio, também indeciso, neste fim de semana, quando o governador da Califórnia e ex-ator de Hollywood, Arnold Schwarzenegger, vai falar em favor de Bush. |
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