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Militares são afastados de julgamento em Guantánamo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Três militares envolvidos nas audiências sobre a situação de prisioneiros na base americana em Guantánamo, em Cuba, foram afastados do painel de juízes nesta quinta-feira. A decisão foi tomada pelo general da reserva John Altenburg, que irá conduzir as audiências, depois que essas pessoas foram acusadas de não estarem em condições de fazer um julgamento imparcial. A acusação, feita contra cinco dos seis juízes, havia sido apresentada por advogados de alguns dos detentos. De acordo com a defesa, um dos juízes havia trabalhado no serviço de inteligência militar no Afeganistão, outro descreveu no passado os prisioneiros como “terroristas” e outro esteve envolvido no processo de transferência de prisioneiros do Afeganistão para Guantánamo. Sem atrasos Apesar do afastamento dos três juízes, os julgamentos em Guantánamo devem seguir em frente conforme o previsto, já que a comissão está autorizada a realizar seu trabalho com pelo menos três juízes. O correspondente da BBC no Pentágono Nick Childs disse que os afastamentos devem dar munição a críticos da polêmica comissão, enquanto o Departamento de Defesa dos Estados Unidos deve encarar o fato como prova de que o sistema funciona. O tribunal deve analisar os casos de pelo menos quatro suspeitos de envolvimento com grupos extremistas mantidos na prisão em Cuba. Os julgamentos estão previstos para começar em primeiro de novembro. A prisão de Guantánamo tem atualmente cerca de 550 prisioneiros, sendo que a maioria deles teriam sido capturados durante a ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão, em 2001. |
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