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Falta de vacinas vira tema de campanha nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, e o candidato democrata à presidência americana, John Kerry, trocaram farpas nesta terça-feira ao comentar a falta de vacinas para a gripe nos Estados Unidos. A crise começou quando autoridades britânicas determinaram o fechamento de uma fábrica que produzia vacinas para os Estados Unidos, cortando em quase pela metade o suprimento de vacinas importadas pelo país. Em uma nova propaganda lançada para a TV, a campanha de Kerry disse que a crise é uma “bagunça de George W. Bush”. O candidato democrata também tocou no assunto em um comício na Flórida, em que disse que o plano do presidente para a saúde pública é “não fique doente”. O presidente contra-atacou, acusando Kerry de usar táticas que tentam semear o medo entre os eleitores. Prolongando estoques A questão das vacinas chama a atenção de boa parte do eleitorado na Flórida – um estado considerado decisivo nestas eleições e onde uma parte significativa da população é formada por idosos que recebem as vacinas todos os anos. “Eu sei que há muitos aqui que estão preocupados com a temporada da gripe”, disse Bush em um outro comício no Estado. “Eu quero assegurar que nosso governo está fazendo tudo o possível para ajudar os americanos e seus filhos a serem vacinados”, completou. O presidente assegurou que dois milhões de doses de imunização estão disponíveis para aqueles que mais precisam ser vacinados, e mais estão sendo importadas. A propaganda de Kerry diz que o presidente foi advertido sobre o problema das vacinas há três anos, mas não tomou medidas para resolvê-lo. “Em vez de se resolver o problema, a produção da vacina foi repassada a uma fábrica no exterior (e) as vacinas estavam contaminadas”, diz a propaganda. As autoridades de saúde americanas, que nos últimos anos tentaram promover a vacinação em toda a população, agora estão pedindo para apenas que têm maior risco de contrair a doença que recebam a proteção, para prolongar a duração dos estoques. Pesquisas O retorno de um tema doméstico ao foco das campanhas ocorreu no mesmo dia em que pesquisas divulgaram retratos contraditórios sobre a popularidade de George W. Bush. Uma enquete do jornal The Washington Post indicou que a índice de aprovação do presidente está em 54%. Segundo o jornal, nas últimas décadas, todos os presidentes com índice de aprovação maior que 50% foram reeleitos. Outra pesquisa divulgada nesta terça-feira, feita pelo jornal The New York Times e pela rede de TV CBS, mostra que a aprovação de Bush está em 44% - um “número perigosamente baixo para um presidente, e um dos mais baixos de seu governo”, disse o jornal. Muitas pesquisas de intenção de voto nacionais continuam a mostrar um empate técnico entre Kerry e Bush, mas o presidente lidera em algumas. O The Washington Post disse que, embora sua pesquisa coloque Bush nacionalmente três pontos percentuais à frente de Kerry, com 50%, Kerry estava na dianteira em 13 estados considerados decisivos (com 50% das intenções de voto para o democrata, contra 46% para o atual presidente. |
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