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Mianmar tem militar como novo primeiro-ministro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A mídia oficial de Mianmar confirmou a saída de Khin Nyunt do cargo de primeiro-ministro do país e disse que ele foi substituído por um militar de alta patente. Segundo a mídia oficial, Khin Nyunt renunciou por motivos de saúde, mas autoridades da Tailândia disseram que ele foi deposto do cargo nesta terça-feira por membros conservadores da junta militar que comanda o país. Nyunt teria sido acusado de corrupção, demitido do posto de chefe do serviço secreto e detido em um regime de prisão domiciliar, de acordo com a Tailândia. O seu substituto, o general Soe Win, de 56 anos, é descrito como um oficial de confiança do general mais graduado do país, Than Shwe. Disputa Nos últimos meses, relatos de diplomatas em Mianmar indicavam uma disputa de poder entre Khin Nyunt e o general Than Shwe, considerado "linha-dura". A correspondente da BBC no Sudeste Asiático, Kylie Morris, diz que a prisão do primeiro-ministro representa um golpe para os que esperavam reformas democráticas no país. Logo após ser nomeado para o cargo, em 2003, Nyunt apresentou um plano de sete etapas para a democratização do país. Ele se mostrava disposto a discutir a libertação da dissidente política e vencedora do prêmio Nobel da Paz em 1991, Aung San Suu Kyi, colocada em prisão domiciliar. Recentemente, várias empresas pertencentes ao serviço secreto, que estava sob o comando de Nyunt, foram fechadas e funcionários, detidos. Como primeiro-ministro, Khin Nyunt confiava na polícia secreta para se manter no poder. Importantes funcionários do Exército, no entanto, contam com a lealdade de facções dentro das forças militares de Mianmar. Mudanças no governo do país, no mês passado, promoveram um aumento da participação dos conservadores no poder e enfraqueceram a posição de Nyunt. |
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