|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mianmar diz estar criando 'modelo democrático próprio'
O governo militar de Mianmar (a antiga Birmânia), na Ásia, afirmou estar em um "processo próprio" de articulação diretamente com os partidos políticos do país para restaurar a democracia. O vice-ministro do Exterior do país, Khin Mong Win, disse à BBC que as autoridades estão em contato também com a líder pró-democracia encarcerada Aung San Suu Kyi. Na quinta-feira, o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) a Mianmar, Razali Ismail, encerrou sua viagem de dois dias pelo país sem conseguir garantir a libertação dela ou mesmo quebrar o impasse entre o governo e a oposição. No entanto, Mong Win disse que Razali não deixou o país de mãos vazias, já que a visita "mostrou a intenção de Mianmar de cooperar com a ONU". "O processo que começou com o anúncio de um plano com sete etapas está sendo tocado", disse Mong Win nesta sexta-feira. 'Futuro' "O plano é o futuro do país. É o caminho para o estabelecimento de uma sociedade democrática em nosso país. A nossa posição sempre foi a de que o processo tem que ser próprio." "Apesar de não querermos menosprezar o papel de Razali, quero dizer que nós estamos em contato com todos os principais partidos", disse o líder. Mong Win disse ainda que foi por causa deste contato das autoridades com Aung San Suu Kyi que o governo pôde ajudar quando ela precisou de tratamento médico no mês passado. Sobre a libertação da líder, Mong Win disse ainda não ser a hora. "Infelizmente, tivemos problemas no passado, por isso, quando a situação voltar ao normal, então poderemos pensar em libertá-la." Razali passou três dias em Rangoon, em reuniões com o líder militar general Than Shwe. Ele também se encontrou com o primeiro-ministro Khin Nyunt e com Suu Kyi, que atualmente cumpre prisão domiciliar. Ele foi o primeiro estrangeiro a se encontrar com ela desde a séria operação ginecológica que ela sofreu na semana passada. Razali se disse desapontado com a falta de progresso e que queria conseguir mais detalhes e um cronograma para os planos de democracia anunciados pela junta militar de Mianmar em agosto, que poderiam ser a base para a reconciliação política. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||