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UE suspende embargo de armas contra Líbia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os ministros do Exterior da União Européia aprovaram nesta segunda-feira o fim das sanções contra a Líbia durante uma reunião em Luxemburgo. Entre as sanções suspensas está um embargo de venda de armas ao país. Em setembro deste ano, os embaixadores da União Européia decidiram que as sanções impostas em 1992 deveriam ser retiradas. As sanções foram impostas pela ONU em 1992 para pressionar o governo líbio a entregar à Justiça dois cidadãos acusados pelo atentado à bomba contra um avião comercial americano que explodiu sobre a cidade escocesa de Lockerbie, em 1988. Pressão italiana A Itália é o principal país europeu que tem feito manobras diplomáticas para aproximar a Líbia da União Européia. A Líbia é o maior fornecedor de petróleo da Itália. Em contrapartida ao fim das sanções, os italianos querem que a Líbia patrulhe a sua área costeira de forma mais eficaz e capture centenas de imigrantes ilegais que tentam chegar à Europa pela via marítima todo mês. Agora, os italianos poderão vender aos líbios equipamentos de alta tecnologia para policiar a região. No mês passado, os Estados Unidos encerraram o embargo comercial que haviam imposto à Líbia em 1986. O fim das sanções comerciais por parte dos Estados Unidos foi uma "recompensa" pelo fato de o presidente líbio, Muammar Khadafi, ter abdicado de seu programa de armas de destruição em massa. Segundo a correspondente da BBC em Luxemburgo, Oana Lungescu, a União Européia tem grande interesse em estreitar laços com a Líbia. Mas a União Européia já disse querer que a Líbia aprimore as condições dos direitos humanos. Os ministros europeus também aprovaram sanções mais severas contra o regime militar da Birmânia, acusado de violar os direitos humanos. Autoridades do país do Sudeste Asiático estão proibidas de viajar à União Européia. Eles adiaram, porém, uma decisão sobre pôr fim ao embargo de armas contra a China, que vigora desde o massacre da praça Tiananmen em 1989. |
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