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Explosão no Paquistão mata pelo menos 39 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 39 pessoas foram mortas e mais de cem ficaram feridas nesta quinta-feira depois da explosão de um carro-bomba na cidade de Multan, no Paquistão. A explosão ocorreu durante um encontro de centenas de militantes islâmicos, pertencentes a um grupo banido no Paquistão, o Millat-e-Islami. Elas estavam lembrando o aniversário do assassinato de Azim Tariq, líder da organização morto na periferia da cidade paquistanesa de Islamabad no ano passado. De acordo com a polícia, o carro explodiu quando as pessoas deixavam o local do encontro. 'Surdo' Muitos dos mortos e dos feridos foram, na realidade, pisoteados por causa do pânico causado pela explosão. "A explosão deixou meus ouvidos temporariamente surdos, e nós víamos as pessoas caindo umas sobre as outras", disse Jamil Usmani, que testemunhou o atentado. "Todo mundo estava chorando e fugindo." Médicos do principal hospital da cidade disseram que não têm capacidade para atender o número de feridos. O ministro da Informação do Paquistão, o xeque Rashid, condenou o ataque. "Este é um ato de terrorismo brutal, que teve por objetivo criar instabilidade no país", disse Rashid à agência de notícias francesa AFP. Ainda não se sabe ao certo quem estaria por trás do atentado. Analistas, porém, dizem que as maiores suspeitas recaem sobre muçulmanos xiitas radicais, que também já sofreram ataques extremistas no Paquistão. "Este parece ser um ato de terrorismo sectário, mas ainda estamos investigando", disse o subdelegado de polícia de Multan, Ashad Hameed, à agência de notícias Associated Press. Na semana passada, 31 pessoas morreram e pelo menos 50 ficaram feridas em uma explosão em uma mesquita freqüentada por xiitas na cidade de Sialkot. |
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