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Sharon diz que vai expandir operação militar em Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, declarou que está determinado a expandir as operações militares na Faixa de Gaza, com o objetivo de acabar com ataques com mísseis feitos por palestinos contra alvos de Israel. Nos últimos quatro dias, pelo menos 60 palestinos, muitos deles civis, morreram no que correspondentes da BBC afirmam ser uma das ofensivas mais sangrentas por parte de Israel em quatro anos de conflitos. Cinco israelenses foram mortos. A ofensiva continua neste domingo pelo quarto dia consecutivo. Segundo um correspondente da BBC na região, Israel vem usando uma nova estratégia de ataque: equipamentos de alta tecnologia e aviões sem piloto para atacar alvos palestinos. "Vamos expandir as áreas de operação para eliminar os ataques a míssel de uma vez por todas", disse Sharon à rádio estatal de Israel. Veículo da ONU Israel acusou a Organização das Nações Unidas (ONU) de permitir que uma de suas ambulâncias fosse usada para carregar armas palestinas. Os israelenses distribuíram imagens feitas de uma câmera de um avião de vigilância, onde aparece um objeto longo sendo colocado num veículo com as iniciais da ONU. O exército israelense diz que o objeto é um míssil Qassam. Não está claro se o veículo foi roubado ou se as iniciais eram falsas. A ONU rejeitou a alegação, dizendo que o objeto é provavelmente uma maca, mas está investigando. Jabaliya A operação militar de Israel foi desencadeada depois que um míssil palestino matou duas crianças israelenses na quarta-feira, na cidade de Sderot, na fronteira. Mais de 50 palestinos, incluindo civis, morreram desde que Israel começou essa mai recente operação. Cinco israelenses foram mortos durante os ataques recentes, incluindo um civil. O grupo militante Hamas disse que não vai interromper suas tentativas de lançar ataques com mísseis a partir de Gaza. O confronto no campo de refugiados de Jabaliya chegou a uma situação em que não há avanços de nenhum dos lados, diz o correspondente da BBC em Gaza, Alan Johnston. Os israelenses, que têm um enorme contingente ao redor do acampamento, parecem contentes em esperar que os militantes se exponham para então atacar de forma dura, segundo o correspondente. Contenção A operação israelense em Gaza começou depois que duas crianças foram mortas por um míssil em Sderot, na quarta-feira. Cerca de 2 mil tropas, com apoio de 200 tanques, estão participando da operação no campo de refugiados de Jabaliya, uma das áreas com maior densidade populacional do mundo. Em entrevista no sábado à noite, Sharon disse que as tropas israelenses avançariam ainda mais. A liderança palestina descreveu as ações de Israel como um crime de guerra e declarou estado de emergência. "Apelo ao mundo que ponha um fim a esses crimes desumanos e racistas", disse o presidente palestino, Yasser Arafat. Os Estados Unidos pediram a Israel que limite essa ofensiva e a França e a Rússia expressaram preocupação. |
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