|
Schröder e oposição perdem votos no maior Estado alemão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Partido Social-Democrata (SPD), do chanceler alemão Gerhard Schröder, teve um resultado melhor do que muitos analistas esperavam nas eleições no Estado da Renânia do Norte-Vestfália. Projeções indicam que o principal partido de oposição, o democrata-cristão (CDU), manteve a maioria dos votos no Estado, mas perdeu sete pontos percentuais em relação a eleições anteriores, enquanto o partido de Schröder perdeu apenas 2,5 pontos percentuais. Analistas dizem que o resultado no Estado mais populoso da Alemanha será recebido como um bem-vindo alívio para Schröder, que recebeu uma série de más notícias nas urnas nos últimos meses. Além disso, os democratas-cristãos novamente não conseguiram faturar com o desgaste sofrido pelo governo federal, a exemplo do que ocorrera alguns dias antes nos Estados de Brademburgo e da Saxônia, na Alemanha Oriental, onde foram a extrema direita e a extrema esquerda que conseguiram consideráveis avanços. Relativo Enquanto isso, na França, presidente Jacques Chirac sofreu um revés em eleições indiretas para o Senado do país neste fim de semana. O partido de Chirac, UMP, perdeu a maioria de que dispunha na Casa, enquanto o principal agrupamento de oposição, o Partido Socialista, elegeu dez novos senadores. Mas a derrota pode ser relativizada devido às características da eleição para o Senado. Cerca de um terço das 321 cadeiras do Senado estavam sendo renovadas por meio de um sistema de colégio eleitoral que favorece as regiões rurais, onde a centro-direita costuma ter desempenho melhor. Por isso, apesar de ter perdido sete senadores e a maioria absoluta na Casa, Chirac pode continuar controlando-a, só que agora em aliança com a UDF, um partido de linha ideológica parecida com o seu. Mas a esquerda vem procurando retratar o resultado da eleição senatorial como mais uma derrota do presidente, após seus partidários terem obtido resultados ruins nas eleições européias e regionais deste ano. Os senadores franceses são escolhidos por um colégio eleitoral que consiste em conselheiros regionais e municipais, além de membros da Assembléia Nacional, a Casa baixa do Parlamento francês. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||