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Atualizado às: 22 de setembro, 2004 - 16h22 GMT (13h22 Brasília)
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Ataque de mulher-bomba mata 2 em Jerusalém
Membros do resgate no local do ataque com mulher-bomba em Jerusalém
Palestina foi impedida de entrar em ônibus lotado antes de explodir
Uma explosão suicida em Jerusalém matou pelos menos duas pessoas e feriu 16 nesta quarta-feira.

A ação foi praticada por uma mulher-bomba.

As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, ligadas ao movimento político Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, assumiram a responsabilidade pelo atentado, o primeiro em Jerusalém desde fevereiro.

Segundo integrantes dos serviços de resgate, dois policiais de fronteira perceberam que a mulher caminhava na direção de um ônibus lotado e a impediram de chegar ao veículo, evitando uma catástrofe maior.

Um dos policiais que a interceptou morreu na explosão.

O ataque aconteceu junto a um ponto utilizado por pessoas que pedem carona no bairro Colina Francesa, próximo à porção oriental (habitada por palestinos) da cidade.

O local é bastante movimentado, utilizado por israelenses que viajam na direção dos assentamentos judaicos na Cisjordânia.

Fim da calma

Trata-se do segundo atentado a bomba dentro de Israel num período de três semanas.

Esta ação e a anterior, que deixou 16 mortos em Beersheva, marcam o fim de um período de quase seis meses sem que os militantes palestinos conseguissem atacar dentro do país.

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, prometeu uma dura retaliação contra os grupos militantes palestinos após a explosão desta quarta-feira.

"Foi um ataque grave, algo que nos obriga a continuar combatendo o terrorismo como temos feito", disse ele no Canal 1 da TV israelense.

Horas antes, durante uma entrevista à rádio Israel, Sharon havia feito novamente uma ameaça de matar Arafat.

"Agimos contra os membros do Hamas e mais pessoas foram adicionadas a essa lista", disse Sharon. "Na hora certa, agiremos da mesma forma com Arafat."

Israel acusa o presidente da Autoridade Palestina de ajudar a armar e financiar grupos que cometem atentados contra israelenses. Arafat rejeita as acusações.

A Autoridade Palestina condenou o atentado em Jerusalém. O ministro do gabinete Saeb Erekat disse que o governo de Arafat "condena todos os ataques contra civis palestinos e israelenses".

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Saiba mais sobre o conflito entre Israel e palestinos.
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