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Ataque de mulher-bomba mata 2 em Jerusalém | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma explosão suicida em Jerusalém matou pelos menos duas pessoas e feriu 16 nesta quarta-feira. A ação foi praticada por uma mulher-bomba. As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, ligadas ao movimento político Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, assumiram a responsabilidade pelo atentado, o primeiro em Jerusalém desde fevereiro. Segundo integrantes dos serviços de resgate, dois policiais de fronteira perceberam que a mulher caminhava na direção de um ônibus lotado e a impediram de chegar ao veículo, evitando uma catástrofe maior. Um dos policiais que a interceptou morreu na explosão. O ataque aconteceu junto a um ponto utilizado por pessoas que pedem carona no bairro Colina Francesa, próximo à porção oriental (habitada por palestinos) da cidade. O local é bastante movimentado, utilizado por israelenses que viajam na direção dos assentamentos judaicos na Cisjordânia. Fim da calma Trata-se do segundo atentado a bomba dentro de Israel num período de três semanas. Esta ação e a anterior, que deixou 16 mortos em Beersheva, marcam o fim de um período de quase seis meses sem que os militantes palestinos conseguissem atacar dentro do país. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, prometeu uma dura retaliação contra os grupos militantes palestinos após a explosão desta quarta-feira. "Foi um ataque grave, algo que nos obriga a continuar combatendo o terrorismo como temos feito", disse ele no Canal 1 da TV israelense. Horas antes, durante uma entrevista à rádio Israel, Sharon havia feito novamente uma ameaça de matar Arafat. "Agimos contra os membros do Hamas e mais pessoas foram adicionadas a essa lista", disse Sharon. "Na hora certa, agiremos da mesma forma com Arafat." Israel acusa o presidente da Autoridade Palestina de ajudar a armar e financiar grupos que cometem atentados contra israelenses. Arafat rejeita as acusações. A Autoridade Palestina condenou o atentado em Jerusalém. O ministro do gabinete Saeb Erekat disse que o governo de Arafat "condena todos os ataques contra civis palestinos e israelenses". |
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