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Síria reduz presença militar em Beirute | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Síria começou a deslocar parte de suas tropas em Beirute, no Líbano, em direção à fronteira entre os dois países. Os soldados desmontaram algumas bases ao sudeste da capital libanesa. Beirute, antes de partir na direção do Vale do Bekaa, leste do país. A manobra acontece três semanas após a aprovação pelo Conselho de Segurança da ONU de uma resolução exigindo que a Síria retirasse suas forças do Líbano. Ainda não está claro se o remanejamento ordenado pelo presidente Bashar Al-Assad resultará na total retirada dos cerca de 17 mil soldados sírios, presentes no país vizinho desde 1976. O ministro da Defesa libanês, Mahmoud Hammoud, declarou após encontro com autoridades sírias que o remanejamento é um sinal de que "a situação da segurança no Líbano está ficando mais estável". ONU O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, deve apresentar um relatório ao Conselho de Segurança dentro de duas semanas, avaliando até que ponto a Síria cumpriu o que foi determinado pela resolução 1559. Patrocinada pelos Estados Unidos e pela França, a resolução pede o respeito à independência política do Líbano e exige a retirada de todas as tropas estrangeiras do país. O Líbano criticou a resolução, afirmando se tratar de interferência em assuntos internos. O governo libanês afirmou que as suas relações de proximidade com a Síria não serão alteradas. O correspondente da BBC em Beirute Kim Ghattas disse que as autoridades libanesas e sírias não fizeram nenhuma menção à resolução 1559. Segundo ele, a menos que a movimentação de tropas seja o início de uma retirada síria, a manobra não deve satisfazer a ONU. Os Estados Unidos aumentaram recentemente a pressão sobre a Síria para sair do Líbano e deixar de apoiar grupos militantes islâmicos com operações em Damasco. A Síria mandou tropas ao Líbano pela primeira vez em 1976, no início da guerra civil libanesa. A maioria desses soldados permaneceram no país após o final do conflito, em 1990. |
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