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Governo do Líbano aprova emenda de reeleição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Líbano aprovou uma emenda na Consituição do país que permitirá o presidente libanês Emile Lahoud a permanecer no cargo por mais três anos. Mas a proposta precisa ainda passar pelo Parlamento. O mandato de Lahoud, atualmente com duração de seis anos, terminará em novembro. E pelas regras constitucionais até então, o presidente não poderia cumprir dois mandatos consecutivos. A sessão extraordinária de gabinete para votar a emenda ocorreu após uma série de visitas de políticos libaneses à Síria, o país que é considerado o mentor político do Líbano. Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha e inúmeros políticos e clérigos libaneses se manifestaram contra uma prorrogação do mandato presidencial. Oposição A comunidade internacional chegou a lançar um apelo ao Líbano pedindo que o país se ativesse à Constituição. O pedido também enviava à Síria uma mensagem: pare de interferir nos assuntos internos do Líbano. A sessão de gabinete foi presidida pelo primeiro-ministro, Rafiq Hariri, quem inicialmente também se opôs à emenda, mas acabou aparentemente sendo convencido pela Síria a mudar de idéia. Além de Hariri, a sessão contou com a participação do próprio presidente Lahoud como também de 30 ministros que formam o governo libanês. Apenas três ministros se opuseram à nova medida. Na quinta-feria, Hariri se encontrou com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, em Damasco, capital do país. O presidente libanês é o maior aliado do governo sírio. Pressa A sessão foi convocada às pressas durante a madrugada, um sinal de que a Síria queria que a emenda fosse aprovada antes que a oposição à medida se tornasse grande dentro e fora do Líbano. Na sexta-feira, um porta-voz da Casa Branca pediu à Síria que não interfira nas eleições no Líbano. Os comentários do governo americano, no entanto, foram criticados por aliados da Síria em Beirute como uma ingerência em assuntos internos do Líbano. O Parlamento libanês deve se reunir na próxima semana para votar a emenda. E segundo analistas, a influência da Síria sobre políticos libaneses deverá tornar possível a aprovação da emenda pela maioria necessária de dois-terços no Parlamento. E se aprovada, a nova medida transformará o mandato de Lahoud válido até 2007. |
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