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Europa lança força de intervenção internacional | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cinco ministros da Defesa de países da União Européia assinaram um acordo para lançar uma força policial que estará preparada para atuar em zonas de conflito em todo o mundo. A força envolverá inicialmente integrantes vindos da França, Itália, Espanha, Portugal e Holanda, mas pode ser ampliada no futuro. O seu objetivo é atuar na manutenção de paz pós-conflito, manutenção da ordem pública e atividades de policiamento. Batizada de Força Européia de Gendarmaria (EGF, sigla em inglês), ela terá sede em Vicenza, norte da Itália. Bálcãs Suas missões devem ser realizadas em regiões como os Bálcãs, onde ajudariam a restaurar a estabilidade. Mas a força não deve operar em países como o Iraque. A EGF será composta de cerca de 800 a 900 membros, prontos para serem enviados para ajudar em crises dentro de 30 dias. Além deles, outros 2,3 mil homens podem ser convocados como reforço. A força incluirá integrantes dos gendarmes franceses, dos carabinieri italianos e de seus equivalentes espanhóis, portugueses e holandeses. O editor de assuntos europeus da BBC, Bill Hayton, afirma que desde os massacres no conflito da Bósnia, no início dos anos 1990, a União Européia sonha em criar uma força efetiva de intervenção – um meio termo entre a neutralidade dos capacetes azuis da ONU e os mísseis usados em operações da Otan. O ministro da Defesa holandês, Henk Kamp, disse que, em condições otimistas, a força estaria pronta para atuar em 2005. Autoridades da União Européia citam as intervenções militares do bloco na Macedônia e na cidade de Bunia, no Congo, como exemplos de que uma política européia para o assunto pode coexistir com a sua atuação dentro da Otan. |
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