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Ilhas Cayman são o novo alvo do furacão Ivan | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O furacão Ivan, que já deixou 41 mortos e um rastro de destruição por onde passou no Caribe, chegou neste domingo às Ilhas Cayman neste domingo. Embora tenha perdido força, o Ivan está varrendo o pequeno arquipélago entre a Jamaica e Cuba com ventos de até 250 km/h, causando enchentes e destruindo casas. Na ilha Grande Cayman as pessoas estão todas recolhidas às suas casas e aos abrigos – até a polícia foi dispensada do trabalho. O governo declarou estado de emergência e alertou os 45 mil habitantes das ilhas para se prepararem para um "impacto direto" – inicialmente, as previsões indicavam que o Ivan não passaria por lá. Centenas de habitantes deixaram as ilhas no sábado e a maioria dos que vivem nas ilhas menores de Cayman Brac e Pequena Cayman foram transferidos para a Grande Caimã. Cuba Os habitantes de Cuba também foram alertados para esperar pelo pior e estão ainda trabalhando nos preparativos para a passagem do Ivan. No que parecia ser uma operação militar, dezenas de milhares de pessoas que vivem na costa sul foram levadas para áreas mais seguras, segundo o correspondente da BBC em Havana, Stephen Gibbs. Em Havana, organizações de defesa civil aconselharam os moradores de prédios mais vulneráveis a deixarem suas casas e se acomodarem em casas de parentes e amigos ou seguirem para os abrigos. As lojas ficaram lotadas de gente comprando comida não perecível, se preparando para semanas sem eletricidade. Muitos moradores colocaram placas de madeira em volta de suas casas. A atual trajetória do Ivan indica que o furacão poderá não passar por Havana, mas parece estar no caminho para atingir a importante região no oeste do país onde tabaco é cultivado, segundo o correspondente da BBC. Na Jamaica, onde o Ivan causou a morte de 14 pessoas, começa a limpeza dos escombros deixados pelos ventos de até 250 km/h. De Cuba, o furacão deve se deslocar para o Golfo do México e, em seguida, para o sul da Flórida, já atingido por dois furacões no último mês. Até agora, o local mais atingido pelo furacão Ivan foi a pequena ilha de Granada, com pelo menos 17 mortos e 90% dos edifícios destruídos. Os primeiros carregamentos de comida e outros produtos já chegaram à ilha, mas a Cruz Vermelha Internacional diz que mais de dois terços da população de 95 mil habitantes estão sem casa e pediu por mais doações. |
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