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Confrontos marcam marcha para lembrar golpe militar no Chile | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Violentos confrontos fizeram com que uma cerimônia para lembrar os que morreram no golpe militar de 1973 tivesse de ser interrompida em Santiago, no Chile, no sábado. A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e jatos d'água e prendeu dezenas de manifestantes no cemitério principal da capital. Eles teriam jogado pedras em direção aos policiais. O presidente socialista do Chile, Salvador Allende, estava entre os que morreram no golpe militar de 11 de setembro de 1973. O golpe marcou o início do regime de 17 anos do general Augusto Pinochet. Milhares de pessoas estavam participando da marcha que sai todos os anos do centro da cidade até o cemitério quando confrontos entre a polícia e alguns manifestantes tiveram início. 'Criminosos' Os manifestantes, alguns usando máscaras, jogaram coquetéis molotov e pedras, enquanto que a polícia respondeu com gás lacrimogêneo e jatos d'água. Pelo menos vinte pessoas foram presas e vários policiais ficaram feridos. A violência fez com que a tradicional marcha organizada pela Assembléia Nacional pelos Direitos Humanos terminasse antes do previsto. Os organizadores condenaram a violência e disseram que o evento havia sido 'seqüestrado por criminosos'. A polícia parecia concordar, dizendo que a maioria dos que participavam da marcha se manteve pacífica e que apenas um pequeno grupo partiu para a violência. O correspondente da BBC em Santiago, Clinton Porteous, diz que o general Pinochet pode ter deixado o poder 14 anos atrás, mas a tradição de violência no Chile no dia 11 de setembro ainda continua. |
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