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Atualizado às: 03 de setembro, 2004 - 16h20 GMT (13h20 Brasília)
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Cem corpos foram encontrados; ainda há reféns na escola russa
Garota é retirada ferida após fim do sequestro na escola na Rússia
TV mostrou crianças fugindo ensangüentadas e sendo atendidas
Pelo menos cem corpos estão nas ruínas da escola na Rússia em que separatistas chechenos mantinham desde quarta-feira centenas de reféns, segundo a enviada especial da BBC a Beslan, Sarah Rainsford.

Uma autoridade do Serviço Federal de Segurança russo disse que ainda há reféns dentro da escola.

Eles estariam sob controle de três seqüestradores que continuam a enfrentar os soldados no interior de um dos prédios do complexo.

Cinco horas depois da saída dos primeiros reféns, ainda se escutava troca de tiros.

Soldados levaram para a escola uma enorme pilha de sacos para corpos.

Muitas das vítimas teriam morrido quando parte do telhado do ginásio esportivo em que eram mantidos desabou, em decorrências de explosões.

Cerca de 400 pessoas foram levadas a hospitais da região, muitas delas crianças.

Elas receberam tratamentos diversos, para problemas como estado de choque, desidratação e ferimentos em decorrência de explosões.

Cerco

Segundo agências de notícias, que citam autoridades de segurança, até 20 seqüestradores foram mortos. Dez deles seriam mercenários com origem em países árabes.

Outros 13 separatistas teriam buscado refúgio numa casa e estariam cercados por militares russos.

Especialistas do Exército russo entraram na escola para desarmar minas intaladas pelos rebeldes. Algumas explosões continuaram a ser ouvidas horas após o início da saída dos reféns.

O chefe regional do Serviço Federal de Segurança (FSB) russo disse que as autoridades não tinham intenção de invadir a escola.

O plano, segundo ele, era fazer novas negociações com os seqüestradores. Mas os soldados abriram fogo contra os rebeldes separatistas quando estes começaram a disparar sobre os reféns que fugiam da escola, após as explosões iniciais.

Houve uma escalada no conflito, e, de acordo com as autoridades de segurança, sobrou às forças russas apenas a opção de entrar no edifício para salvar o maior número de pessoas.

Ainda não está claro quantas pessoas eram mantidas reféns na escola. Versões iniciais diziam que havia cerca de 350 pessoas lá dentro, mas a imprensa russa já afirma que até 1,5 mil reféns haviam sido capturados.

O conflito começou quando o Exército da Rússia invadiu a escola, após ouvir explosões.

Imagens de televisão mostraram crianças fugindo da escola vestidas apenas com roupas de baixo e cobertas de sangue, além de alguns adultos.

Algumas testemunhas disseram que o teto do local onde eram mantidos os reféns desabou, provocando ferimentos em muitos. A informação, porém, ainda não foi confirmada.

Alguns dos feridos teriam recebido também tiros nas pernas, numa tentativa desperada dos seqüestradores de impedi-los de fugir.

Independência

Na manhã desta sexta-feira, autoridades russas confirmaram que o grupo de rebeldes estava exigindo a independência da República da Chechênia em troca da libertação dos reféns.

O presidente da província de Ossétia do Norte, Alexander Dzasokhov, havia reassegurado que não iria recorrer ao uso da força para resolver a situação. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou o mesmo na quinta-feira.

O seqüestro havia entrado em seu terceiro dia nesta sexta-feira.

Na quinta-feira, 26 reféns foram libertados após acordos.

Segundo as autoridades, pelo menos 17 homens e mulheres armados, alguns usando cintos carregados de explosivos, tomaram a escola em Beslan na manhã de quarta-feira, o primeiro dia do ano letivo no país.

Onda de ataques

O seqüestro é o terceiro ataque a civis russos atribuídos inicialmente a militantes chechenos em pouco mais de uma semana.

Na terça-feira, uma explosão perto de uma estação de metrô em Moscou deixou pelo menos dez mortos.

Na semana passada, 89 pessoas morreram depois que dois aviões explodiram minutos depois da decolagem.

A Chechênia é uma república autônoma de maioria islâmica no sul da Rússia onde há um ativo movimento separatista armado.

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