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Atualizado às: 01 de setembro, 2004 - 18h14 GMT (15h14 Brasília)
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Conselho de Segurança discute ataques na Rússia
Mapa da Rússia
O Conselho de Segurança da ONU deve realizar uma reunião de emergência às 19h (hora de Brasília) desta quarta-feira, a pedido da Rússia, que está vivendo uma série de ataques em seu território desde a semana passada.

A Rússia é um dos cinco membros permanentes do Conselho.

O correspondente da BBC em Moscou afirma que a medida é uma novidade em relação à linha comumente adotada pela Rússia, que considera o conflito na Chechênia como um assunto interno.

Mais de 200 pessoas, entre alunos, pais e professores, estão sendo mantidas como reféns por um grupo armado em uma escola no sul da Rússia.

Volta às aulas

As agências de notícias russas afirmam que pelo menos sete pessoas foram mortas, neste que é o dia de volta às aulas no país.

Segundo as autoridades, pelo menos 17 homens e mulheres armados, alguns usando cintos carregados de explosivos, tomaram o poder na escola em Beslan, Ossétia do Norte, perto da fronteira com a Chechênia.

Cerca de 50 crianças conseguiram escapar durante a transferência dos reféns para o ginásio esportivo da escola. Outras 15 teriam sido soltas pelos seqüestradores.

Acredita-se que eles tenham minas terrestres controladas a distância, ameaçando explodir a escola caso a polícia invada o local.

Exigências

Segundo a agência de notícias russa Itar-Tass, eles exigem a retirada das tropas russas da Chechênia e a liberação de rebeldes chechenos presos na Ingushétia.

Aparentemente, eles também teriam exigido conversar com políticos locais e com um negociador envolvido na tomada de um teatro em Moscou, em 2002.

As forças de segurança da Rússia já cercaram o local e tentam negociar a rendição.

O presidente Vladimir Putin voltou de suas férias para tratar do assunto. Ele enviou o ministro do Interior e o chefe do serviço federal de segurança para a Ossétia do Norte para cuidar da situação.

Na terça-feira, uma explosão perto de uma estação de metrô em Moscou deixou pelo menos dez mortos.

Na semana passada, 89 pessoas morreram depois que dois aviões explodiram minutos depois da decolagem.

Os investigadores russos chegaram à conclusão de que foram atentados e suspeitam que separatistas chechenos tenham sido os responsáveis.

Putin também disse que tais atentados têm relação com a rede extremista Al-Qaeda.

A Chechênia é uma república autônoma de maioria islâmica no sul da Rússia que sofre um movimento separatista desde os anos 90.

No domingo, um candidato pró-Moscou, Alu Alkhanov, foi eleito presidente, mas separatistas chechenos rejeitaram a eleição afirmando que foi "uma farsa".

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