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Cem corpos foram encontrados nas ruínas de escola russa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos cem corpos estão nas ruínas da escola na Rússia em que separatistas chechenos matinham desde quarta-feira centenas de reféns, segundo a enviada especial da BBC a Beslan, Sarah Rainsford. Soldados levaram para a escola uma enorme pilha de sacos para corpos. Cerca de 400 pessoas foram levadas a hospitais da região, muitas delas crianças. Elas receberam tratamentos diversos, para problemas como estado de choque, desidratação e ferimentos em decorrência de explosões. Cerco Todos os sobreviventes que eram mantidos numa escola da cidade de Beslan, na Ossétia do Norte, foram retirados. Segundo agências de notícias, cinco dos seqüestradores foram mortos. Outros 13 separatistas teriam buscado refúgio numa casa e estariam cercados por militares russos. Especialistas do Exército russo entraram na escola para desarmar minas intaladas pelos rebeldes. Algumas explosões continuaram a ser ouvidas horas após o início da saída dos reféns. O chefe regional do Serviço Federal de Segurança (FSB) russo disse que as autoridades não tinham intenção de invadir a escola. O plano, segundo ele, era fazer novas negociações com os sequestradores. Mas os soldados abriram fogo contra os rebeldes separatistas quando estes começaram a disparar sobre os reféns que fugiam da escola, após as explosões iniciais. Houve uma escalada no conflito, e, de acordo com as autoridades de segurança, sobrou às forças russas apenas a opção de entrar no edifício para salvar o maior número de pessoas. O conflito começou quando o Exército da Rússia invadiu a escola, após ouvir explosões. Imagens de televisão mostraram crianças fugindo da escola vestidas apenas com roupas de baixo e cobertas de sangue, além de alguns adultos. Algumas testemunhas disseram que o teto do local onde eram mantidos os reféns desabou, provocando ferimentos em muitos. A informação, porém, ainda não foi confirmada. Alguns dos feridos teriam recebido também tiros nas pernas, numa tentativa desperada dos sequestradores de impedi-los de fugir. Independência Na manhã desta sexta-feira, autoridades russas confirmaram que o grupo de rebeldes estava exigindo a independência da República da Chechênia em troca da libertação dos reféns. O presidente da província de Ossétia do Norte, Alexander Dzasokhov, havia reassegurado que não iria recorrer ao uso da força para resolver a situação. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou o mesmo na quinta-feira. O seqüestro havia entrado em seu terceiro dia nesta sexta-feira. Na quinta-feira, 26 reféns foram libertados após acordos. Segundo as autoridades, pelo menos 17 homens e mulheres armados, alguns usando cintos carregados de explosivos, tomaram a escola em Beslan na manhã de quarta-feira, o primeiro dia do ano letivo no país. Onda de ataques O seqüestro é o terceiro ataque a civis russos atribuídos inicialmente a militantes chechenos em pouco mais de uma semana. Na terça-feira, uma explosão perto de uma estação de metrô em Moscou deixou pelo menos dez mortos. Na semana passada, 89 pessoas morreram depois que dois aviões explodiram minutos depois da decolagem. A Chechênia é uma república autônoma de maioria islâmica no sul da Rússia onde há um ativo movimento separatista armado. |
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