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Conselho de Segurança pede libertação de reféns | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em reunião de emergência, o Conselho de Segurança da ONU pediu que os pelo menos 350 reféns que estão sendo mantidos em uma escola na Rússia sejam libertados imediatamente. Autoridades russas disseram que já realizaram, nesta quinta-feira, conversas preliminares com os homens e mulheres armados que tomaram o poder na escola em Beslan, Ossétia do Norte, perto da fronteira com a Chechênia. No entanto, os seqüestradores estariam se recusando a negociar, inclusive sobre assuntos como comida e remédios. Um correspondente da BBC no local disse que as forças de segurança da Rússia ofereceram trocar adultos por crianças, mas que a oferta foi negada. Foram ouvidos tiros esporádicos durante a noite, para desespero de pais e familiares que fizeram vigília do lado de fora da escola. Segundo as autoridades russas, pelo menos 12 civis e um dos seqüestradores morreram desde a tomada da escola, na manhã da quarta-feira. Exigências Os seqüestradores estão exigindo a libertação de rebeldes separatistas da Chechênia, uma república autônoma da Federação Russa na região do Cáucaso, e a retirada das tropas russas que estão em território checheno. Esses rebeldes estão presos na república vizinha da Ingushétia. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, cancelou uma viagem à Turquia, que deveria começar nesta quinta-feira. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu que os reféns sejam libertados imediatamente. Outros líderes mundiais condenaram a ação dos ativistas. As autoridades russas disseram que o incidente é resultado do que chamaram de terrorismo internacional, com a suspeita de que ele foi organizado por separatistas chechenos. No entanto, o líder rebelde checheno, Aslan Mashkadov, negou que forças fiéis a ele tenham envolvimento com a ação. Negociadores disseram ter entrado em contato com os ativistas, que teriam ameaçado explodir a escola caso forças de segurança russas tentem invadi-la. As forças russas isolaram o local. Familiares dos reféns vêm esperando por horas por notícias. "Deixem as crianças sair, elas não têm nada com isso, elas não têm culpa", disse uma mulher. "Deixem-nos substituir nossas crianças." Os ativistas também teriam ameaçado matar crianças se eles forem feridos pelas forças russas.
"Eles dizem que, para cada um deles que for morto, eles vão matar 50 crianças, e que para cada um deles que for ferido, 20 delas vão morrer", disse o secretário do Interior da Ossétia no Norte, Kazbek Dzantiev, de acordo com a agência de notícias Reuters. Cintos com explosivos Segundo as autoridades, pelo menos 17 homens e mulheres armados, alguns usando cintos carregados de explosivos, tomaram a escola em Beslan. Cerca de 50 crianças conseguiram escapar durante a transferência dos reféns para o ginásio esportivo da escola. Outras 15 teriam sido soltas pelos seqüestradores. Acredita-se que eles tenham minas terrestres controladas a distância, ameaçando explodir a escola caso a polícia invada o local. O presidente Vladimir Putin voltou de suas férias para tratar do assunto. Ele enviou o ministro do Interior e o chefe do serviço federal de segurança para a Ossétia do Norte para cuidar da situação. Na terça-feira, uma explosão perto de uma estação de metrô em Moscou deixou pelo menos dez mortos. Na semana passada, 89 pessoas morreram depois que dois aviões explodiram minutos depois da decolagem. A Chechênia é uma república autônoma de maioria islâmica no sul da Rússia que tem um ativo movimento separatista armado. No domingo, um candidato pró-Moscou, Alu Alkhanov, foi eleito presidente, mas os separatistas rejeitaram a eleição afirmando que foi "uma farsa". |
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